Ponto Um

De um interessante e literário documento datado de domingo passado, com o título de “Notas de Orientação e Apoio”, e enviado a todos os formadores que estão a formar os directores, coordenadores do 1º CEB e coordenadores dos DT nas sessões de promoção do sucesso escolar. Como é densamente inspirador, irei publicando em folhetins os seus seis pontos e revelada a autoria no final, caso se revele necessário.

O despacho OAL deve sair esta semana, bem como o edital do PNPSE. Qualquer plano de intervenção que uma escola se proponha aplicar, deve ser do conhecimento dos principais órgãos que integram a estrutura formal da escola e merecer a sua aprovação prévia. Que legitimidade e autoridade poderá ter um plano que o Conselho Pedagógico e o Conselho Geral desconhecem e sobre o qual não se pronunciaram? Ainda mais assim é, ao tratar-se de um plano de ação estratégica, enquanto instrumento de governação pedagógica da escola, a desenvolver no quadro de um programa nacional para a promoção do sucesso, criado através de uma Resolução de Conselho de Ministros, em resposta a uma emergência nacional tendo em conta as nossas elevadíssimas e persistentes taxas de insucesso e abandono escolares, quer pelo que representam em si próprias quer quando as comparamos com as dos países da União Europeia e da OCDE. Sendo o insucesso escolar um flagelo nacional, assiste-nos o dever e a responsabilidade institucional enquanto profissionais da educação de o combater e de nos mobilizarmos com os demais atores da comunidade educativa nesse combate. É preciso afirmar, e mais do que afirmar demonstrar, que a condição natural da escola é o sucesso, promovendo um ensino de qualidade para todos, num quadro de valorização da igualdade de oportunidades e do aumento da eficiência e qualidade da escola pública e que para tal é absolutamente necessário um compromisso social e a corresponsabilização alargada da comunidade educativa na criação de dinâmicas locais de intervenção, pensadas e definidas localmente a partir do conhecimento produzido pelas escolas, da sua própria capacitação para uma intervenção ajustada aos contextos locais e às necessidades específicas das suas populações-alvo.

Surprise

10 thoughts on “Ponto Um

    1. Não está nada descontextualizado, Pedro, amigo, camarada, aparelhista.
      Está transcrito de forma integral o ponto um e seguir-se-ão todos os pontos e no fim divulgarei o pdf completo.

      Só que acho que ler tudo de uma vez destrói qualquer situação mental estável .).

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  1. ENJOA este discurso… nada de novo!

    Apenas de destacar o reiterado atestado de incompetência passado às escolas e aos seus profissionais, como se estes tivessem andado ao longo dos anos arredados destas problemáticas e de propostas para as superar… vai na linha da lurdinhas (mas com um pouco mais de “diplomacia”) – enche quem quer e infelizmente há sempre quem se encha com nada desde que lhe confira um “je ne sais quoi” de pretensa competência!

    Quando se chegam às propostas/ medidas /estratégias… ou não há recursos humanos (sim, que isto da educação, precisa mesmo de professores e não só) ou não há enquadramento legal ou não há possibilidade orçamental… (referindo apenas questões genéricas)… e acaba tudo na mesma…papéis, papéis, papéis, estatísticas disto, daquilo e de aqueloutro, muitos relatórios e avaliações,…, que aparentam muito de um estrutural “faz-de-conta” – ( o drama do pais ” muita parra, pouca uva” que antes “parecer do que ser”!

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  2. O MEC no seu melhor. Não há maneira de implodir isto. Já passaram nomes de “peso” por lá: J. Deus Pinheiro, Ferreira Leite, Marçal Grilo, Oliveira Martins. Nenhum conseguiu. A verborreia continua.Triste país, que está condenado.

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  3. A minha esposa leciona num agrupamento onde sucedeu o seguinte no final recente do ano letivo.

    Em cada turma do 5.º, 6.º, 7.º e 8.º anos, transitaram, em média, 5 alunos com três ou mais níveis inferiores a 3, vulgo negativas. A coisa passou-se assim: por diversas razões, o diretor de turma colocou a votação a situação de todos os alunos em situação de retenção. Os professores votavam e passaram a maioria dos alunos por maioria de votos. As retenções foram residuais.

    Terá sido assim pelo país todo?

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