Neofutebolês

Estando Jorge Jesus, Manuel Machado e Gabriel Alves ainda no activo é naturalmente difícil aos comentadores desportivos do Euro destacarem-se pela forma de tratar a língua futebolesa. No entanto, para além de uma geração que tentou levar há uns anos o futebolês ao pós-estruturalismo saussuriano (Luís de Freitas Lobo), temos agora o multi-verbalismo gago (João Rosado, o homem que perde mais tempo a transmitir as ideias mais simples) e o pós-modernismo total dos comentadores residentes dos jogos na RTP (ajudem-me com os nomes…) para quem todos os avançados são “letais”, mesmo que acabem o jogo sem acertarem na baliza uma vez, e o futebol passou a ser “associativo” e “combinativo”. A sério que saudades dos relatos radiofónicos de quem sabia ao que andava, sem peneiras desnecessárias e sem pensar que são quaresmas do vocabulário.

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Portugal dos Pequeninos

O governante que inventa um domicílio para receber uns euros adicionais por mês; um director de museu que fica com móveis que oficialmente manda para abate são sinais de um país pequenino, corroído pela pior das corrupções e dos peculatos, aquel@ que se infiltra pelos mais esconsos nichos, em que que os presumíveis inocentes só conseguem voar à altura à altura da sua vaidosa mediocridade natural. A lama cerca-nos, está em todo o lado, mesmo entre comendadores e medalhados, porque é bem verdade que o nosso país tem uma História repleta de heróis aldrabões e não é raro orgulharmo-nos disso.

Lama