Profiling

Be afraid, be very afraid.  Porque eu aposto que não vai ter nada a ver com a realidade que temos, de sucesso a todo o custo e em que saber ler, escrever e contar parece ser o cúmulo da exigência. Quando se vai fazer um telhado de luxo sem ter em atenção que os alicerces estão corroídos, raramente as coisas correm bem. As metas dos outros são os perfis de competências destes. Não sei se chegam a mudar as moscas.

Turd

A Espiral do Sucesso

Acreditem, a redução do insucesso a partir de 2015/16 vai pulverizar os recordes que agora se divulgam. Que o 7º ano é o mais problemático, sabe-se há muito, excepção feita a alguns especialistas que insistem em sublinhar que o 5º ano é que é traumático para estender o primeiro ciclo para seis anos. A lógica do low cost alia-se ao discurso pedagogicamente correcto do direito ao sucesso e nas escolas já não há muita pachorra para ir contra a corrente.

Pormenor… apesar dos “exames” de 4º ano (que ainda existiam em 2014/15), a taxa de retenção no final do primeiro ciclo foi a mais baixa de sempre. Claro que isto vai ao arrepio da ladaínha de outras luminárias da pedagogice nacional, mas agora já não interessa nada.

Clown

Desagregação

A CEE começou em grande parte para permitir que, através da cooperação económica, se reduzissem os riscos de mais uma guerra europeia de grande dimensão, o que nos últimos 100-150 anos normalmente significa uma guerra entre a Alemanha e a França. Com o tempo, foi evoluindo para outra coisa, acabando por culminar num projecto político que alguns querem supra-nacional e federalista em que, inevitavelmente, os mais fortes tentarão domesticar aqueles que não seguem as suas orientações, conseguindo o apoio para esse efeito de estados mais pequenos, ansiosos por ganhar as boas graças dos poderosos.

Com o alargamento para Leste, a Alemanha viu concretizar-se a possibilidade de um império económico, através da transformação de uma série de estados, novos membros da UE, em seus satélites, usando-os para esmagar qualquer diversidade periférica mais a sul. E esse império económico e financeiro cada vez mais tende a tornar-se político e transformar a Europa numa coisa qualquer resultante de uma espécie de Zollverein de nova geração.

Confesso que a obsessão de alguns políticos alemães com o rigor financeiro me parece encobrir outra coisa, um projecto de dominação a médio prazo da Europa Comunitária e a sua transformação numa espécie Estados Federados da Alemanha, risco que aumentou imenso com o Brexit e a irrelevância política da França de um Hollande mais preocupado em pintar o cabelo e parecer do que ser um verdadeiro líder.

Isto não vai acabar nada bem. Até porque há entre nós uma enorme 5ª coluna pronta a vender-nos por umas cadeiritas na nomenklatura europeia.

Otto_von_Bismarck