Onde Traçamos a Fronteira?

Qualquer fronteira? O recorte é de um DN de data recente.

DN REt(o que não adianta é manter na escola e passar certificado de qualquer coisa a quem não quer lá estar, pois se não aprende, nem quer aprender, o que anda a fazer na escola? apenas a socializar?)

Eu citaria aqui a conclusão de um estudo brasileiro com o título de “A “escola dos que passam sem saber”:a prática da não-retenção escolar na narrativa de alunos e familiares”:

Os sentidos conferidos à escola pelos alunos e famílias participantes da pesquisa parecem ter sido pouco alterados após a adoção do princípio da não-retenção pela escola. Percebe-se que continuam empreendendo os mesmos esforços e delegando a mesma importância à instituição escolar em termos de instruir e socializar os educandos. Acreditam, todavia, que a capacidade da escola para cumprir tais funções é dificultada por não mais ocorrerem reprovações, na medida em que os alunos não se interessam e pouco se esforçam na ausência desse mecanismo percebido como regulador das aprendizagens e dos comportamentos. Assumem, pois, uma postura reticente quanto às possibilidades de sucesso escolar e social e conjeturam que a não-retenção escolar conduz a uma forma de exclusão ainda mais perversa que a anterior, por permitir a permanência na escola, mas sem propiciar uma aprendizagem efetiva. E, ao final do ensino fundamental, a escola outorga um certificado esvaziado de valor social, que atesta, na verdade, mais a incompetência do que a competência, quer para o prosseguimento dos estudos, quer para facilitar o ingresso no mundo do trabalho.

Mas, claro, quem assim pensa, deve ser estúpido ou, pior, ter de tal forma interiorizado a cultura da retenção que nem consegue ver a Luz! E claro que o estudo não foi validado por nenhuma das instituições reconhecidas entre nós como dignas de confiança pelos especialistas educacionais e políticos bem-pensantes do momento.