5 thoughts on “Operacionalizar

  1. Ora, ora… e não é melhor assim? querias que ditassem as regras e te privassem da tua liberdade de criar, gerir e inventar. Esse é o nosso último reduto!

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  2. Saber… sabe!
    Mas também sabe que operacionalizá-las, de forma a alcançar os objectivos com rigor e verdade, exige recursos humanos e materiais… assim, e sempre na ânsia do “fazer cada vez mais com cada vez menos”, deixa para as escolas (com a conveniente ausência de fiscalização das condições de trabalho) a exploração do trabalho, as soluções “criativas”, o burnout, a pressão inter-pares, …

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  3. Um exemplo claro do que afirma: mal chegou ao governo, o Dr. Crato extinguiu, sem qualquer avaliação, a Iniciativa Novas Oportunidades. Extinguiu os Centros Novas Oportunidades tendo sido despedidos – de forma ilegal, na minha opinião – uns milhares de técnicos e formadores que tinham sido contratados, três meses antes, por dois anos (ao contrário do que dizem por aí os “amarelos” este não foi “o maior despedimento coletivo da história do ME”, só que passou despercebido). Outros dos prejudicados foram uns largos milhares de adultos que viram interrompidos os seus percursos de Reconhecimento, Validação e Cerificação de Competências (RVCC).Mais tarde criou os CQEP (Centros Para a Qualificação e Ensino Profissional). Nesse diploma legal, e porque o Dr. Crato abominava os processos de RVCC mas não tinha a coragem política de os extinguir, resolveram os legisladores criar um conjunto de medidas de “credibilização” do processo. E, estando o Dr. Crato no poder, qual era uma dessas medidas?
    Adivinharam: exames (escritos e orais)! Não lhe chamaram assim, mas criaram umas “provas finais” com peso de 60% (a avaliação dada pelos formadores e a autoavaliação dos formandos vale os outros 40). Para evitar “subjetividades” essa prova teria de ser elaborada segundo umas matrizes que seriam elaboradas pela ANQEP (Agência Nacional para a Qualificação e Ensino Profissional).
    Quem seguiu os processos de RVCC, como técnico ou formador ficou preplexo. Como seria possivel elaborar uma prova se o RVCC era baseado na valorização da experiência própria de cada formando e não em conteúdos programáticos?
    Aguardou-se, então, pelas tais matrizes. O que aconteceu?
    Adivinharam outra vez: a ANQEP não as fez! Porquê? Adivinho eu: porque não sabia o que fazer!Mas elaborou umas “orientações” que enviou aos CQEP. Para quê? Adivinharam mais uma vez: para que os Centros as “operacionalizassem”.
    Vou poupar quem tenha a paciência de ler este post à linguagem hermética do RVCC.Digo apenas que o RVCC está baseado em três áreas, divididas em 7 a 8 Núcleos Geradores, que se subdividem em 4 Domínios de Referência (DR). Uma das hipóteses postas nas tais “orientações” era a de que se elaborassem questões por DR. Imaginemos que eram duas por DR: seriam 28 a 32 para fazer em 90 minutos! Um absurdo!

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  4. Faltou-me apenas dizer o que acabou por acontecer: quando chegou a hora, o pessoaL dos CQEP, melhor ou pior, lá “operacionalizou”. Como? Colocando umas questões suficientemente vagas para que qualquer um, fosse ou não formando RVCC, poder responder…E, mesmo assim, nas situações que observei, houve problemas, ou porque os formandos não entendiam o alcance das questões, ou porque estavam fora do seu contexto.

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