Equívoco

Algo está radicalmente enviesado quando se determina que a responsabilidade pelo sucesso de um conjunto de medidas deve recair quase em exclusivo numa parte dos envolvidos, desculpabilizando por completo a outra parte. É o que se passa com a maior parte da ementa de sugestões de boas práticas dos portefólios ministeriais. Se algo falhar, a culpa será sempre da “organização escolar” ou dos professores, nunca dos alunos ou das suas famílias, que primam pela invisibilidade na generalidade dessas práticas. Numa nalogia daquelas que há quem goste, é como se o médico, o enfermeiro ou o hospital fossem responsáveis pelo facto do paciente não tomar os medicamentos ou fazer aquilo que lhe foi prescrito durante a consulta ou o internamento.

Ah, claro… a responsabilidade nunca será, evidentemente e por maioria de razão, de quem determinou superiormente que os medicamentos devem ser os mais baratos ou a rotação de pacientes pelas camas o mais rápida possível para encurtar gastos.

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