Problema Meu

Só pode ser uma incompreensão resultante de uma incapacidade minha de atingir uma estado mais elevado de intelectualidade que me permita absorver completamente as descrições do que vou sabendo sobre a generalização dos planos de promoção do sucesso educativo de vilarinho das furmas até à praia da armona.

É aquela incompreensão nascida de ver (num sentido figurado, não sou omnipresente em vida, talvez em defunto o consiga, se a minha alma levar óculos para o inferno) pessoas que acham que a avaliação dos alunos não se deve reger por testes, fichas de avaliação, provas finais, exames, etc, etc, porque cortam a criatividade, compartimentam o saber, tornam estanques os saberes disciplinares e não prestam justiça ao processo da aprendizagem, nem a tantas outras coisas como o seu interesse e felicidade, mas que depois produzem imensa tralha burrocráticas, desde grelhas de observação e registo do mais ínfimo detalhe de uma aula até tabelas descomunais em tanta coluna, fila, célula e fórmula ponderada de objectivos, metas e competências a desenvolver, tudo a ser preenchido necessaria e obrigatoriamente por forma a justificar toda e qualquer avaliação/classificação realizada no final de um período, do ano, de uma simples ficha de trabalho.

A mim o que parece é que estas pessoas têm uma personalidade transbordante, que precisa de se expressar de forma torrencial pelo que inundam as suas vizinhanças e ambientes circundantes com palavrosas justificações de uma avaliação qualitativa, fofinha, holística, formativa, dos alunos, ao mesmo tempo que multiplicam todos os instrumentos e ferramentas essenciais para que essa avaliação seja quantificada, objectiva até ao tutano da décima e centésima de modo a que coiso e tal, assim e os rais’ospartam.

Grelha

5 thoughts on “Problema Meu

  1. Hum… isso é capaz de não ser assim tão simples e claro… O problema é que a burrocracia se revela irmã gémea dos facilitismo, quer do eduquês, quer do examocrático; porque ambos partilham, no fundo, de idêntica visão meramente instrumental e utilitária do conhecimento, concepção onde a burocracia se encaixa e sente como peixe na água.

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  2. Se não fossem as inutilidades e os inúteis a coisa até funcionaria… e, não há interesse nisso pois as imensas gorduras que, do central ao local, ambicionam tudo menos a sala de aula seriam profundamente dispensáveis…

    “… assim e os rais’ospartam.” – está tudo dito e bem dito (que eu utilizaria mais vernáculo)

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