Já Tem o Seu Relatório?

Ao que parece, o ME e o IAVE vão substituir a tradicional avaliação das provas de aferição (as boas) por níveis quantitativos por um relatório que combina o desempenho dos alunos nos vários domínios aferidos pela prova. O que já se adivinhava pela forma codificada como foram classificadas as provas.

Alguns breves comentário, se é que eu percebi o conceito e a praxis associada:

  • As provas finais (más) já traziam a classificação dos alunos pelos diversos domínios da disciplina avaliada. Basta confirmar nas pautas dos anos anteriores.
  • A multiplicação de informação sobre micro-domínios revelará apenas a informação sobre os que foram incluídos na prova, sendo que numa prova singela é muito o que fica de fora, como os críticos de examocracia tanto sublinharam.
  • A avaliação das dificuldades específicas de aprendizagem dos alunos é feita ao longo das aulas e do trabalho quotidiano e não, como acima refiro, numa única prova.
  • As escolas e os professores já produzem relatórios detalhados sobre as dificuldades dos alunos que indiciam insucesso, nomeadamente nos sacramentais planos de recuperação e de acompanhamento ou nos mais recentes PAPI.
  • Não se entende a lógica destes relatórios num contexto de provas de aferição isoladas no seu ciclo de escolaridade. Sem verificação regular da evolução, estes diagnósticos tornam-se irrelevante, por exemplo, até final do 1º ciclo.
  • As famílias terão acesso a mais informação com origem no ME, mas nada nos diz que essa informação seja legível ou útil, mais parecendo uma estratégia de virtuosismo propagandístico, reveladora da crença na incapacidade dos professores comunicarem as dificuldades dos alunos aos respectivos encarregados de educação.

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Pedagogia Diferenciada

A nova forma imaginada pelo ME para a aplicar consiste numa miríade de planos destinados a promover o sucesso, replicados à verdascada pelo país, consistindo em grande parte em fazer o mesmo, sob a capa do trabalho colaborativo, ao mesmo tempo, com todos os alunos de um dado “nível”.

Ousemos sonhar, irmãos (e irmãs)!.

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