A Bem do Rigor

Ontem, fazia-se a contabilidade da redução dos efectivos docentes na última década e fazia-se a relação com a presença da troika em Portugal, no sentido em que em especial o número de lugares disponíveis para contratação se reduziu drasticamente.

Está por fazer o cálculo completo dos que abandonaram a profissão nessa mesma década, por aposentação ou rescisão, voluntariamente, mesmo com elevados cortes na remuneração, só para fugir ao manicómio em que se transformaram algumas escolas a partir do momento em que o discurso da add meritocrática e titularizada se impôs e passámos a ter a única profissão cronometrada fora do desporto.. Curiosamente, com o apoio de gente que defende muita liberdade pedagógica e salas sem portas ou paredes.

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14 thoughts on “A Bem do Rigor

  1. Exatamente! Começou muito antes da Troika! Tivessem os professores unidos, tivessem percebido o que lhes estavam a preparar e nunca se teria descartado tanta gente útil, importante e necessária à educação. Foi uma sangria! Mas, como em tudo, é para queimar! Portugal já ardeu e foi vendido, há muito tempo.

  2. Sou professor há muitos… anos e não entendo porque ainda se continua com este discurso.

    Penso que:
    – Os professores que saíram foi porque quiseram. Muitos deles sem problemas com as penalizações (tinha de haver, por saírem antes), por terem rendimentos suficientes para continuarem bem e sem preocupações com os alunos e a escola. Não precisamos de estar preocupados com isso.
    – Os professores que estão no ensino são tão bons ou ainda muito melhores que os que saíram.

  3. Saíram porque quiseram! ? Olhe que não, olhe que não! Se olhar para o panorama da saúde, passa-se, exatamente, o mesmo e aí, é capaz de reconhecer que esses médicos que abandonaram o sistema de saúde público, fazem muita falta. E muitos professores saíram, porque não quiseram pactuar com um sistema degradante e triturador de qualquer qualidade! E, por último, cada um viveu a sua situação!

  4. Não vou falar sobre outras profissões porque não quero.
    Agora esta sua frase:
    “E muitos professores saíram, porque não quiseram pactuar com um sistema degradante e triturador de qualquer qualidade!”
    dá-me vontade de rir, porque eu também nunca pactuei nem vou pactuar (muitos outros também não).
    O que penso é que as pessoas saem, ponto. Ninguém tem a ver com isso. Não venham é com cenas de que eram muito bons, etc e tal. Então e quem cá está e continua a trabalhar é pior? É evidente que não e a grande maioria é muito melhor. É isso que é importante ficar claro duma vez por todas.

    1. Acho que não percebeu o que escrevi. Não avaliei qualidade. Afirmei que muitos saíram por essa razão. Não disse “todos”. Não disse quem quem ficou é pior, embora em alguns casos, seja. Em alguns. Depende. Agora a minha afirmação inicial parece-me factual tal como está. Eu fiquei, não me considero pior ou melhor, entende. No seu caso, já percebi que se cha melhor. Bom proveito.

  5. Quem ficou é muito melhor, só porque ficou? Isso é que era bom! É só ouvir o que vai pelos corredores das escolas! Não há uma realidade, há realidades!

  6. Não é porque ficou. É porque na realidade é mesmo melhor. Ainda não percebi porque é que alguém quer passar a imagem de que quem saiu é melhor do que os outros. Quem está na escola nunca disse que era melhor do que os saíram.
    Foram eles ou alguém que resolveu passar a mensagem de que “eram muitos bons e, coitadinhos, devido a montes de coisas que não vou enumerar saíram; foram obrigados a sair; não aguentavam esta coisa diabólica de estar na escola; etc..”
    É claro que só os parvos entendem que é assim.
    Saíram por vários e diferentes motivos. Alguns eram muito bons; outros bons, outros normais e outros ……..nem vou comentar.

    1. Depreende-se-á que os vivos são melhores que os mortos… “não será por estarem vivos… será por serem mesmo melhores”…e, “prontos!”- Portentoso!

  7. a discussão é irrelevante. os mais velhos que eu entraram no ensino, muitos deles, por não terem mais saídas – muitos deles não tinham vocação, formação pedagógica e/ou cientifica para exercer (recordemos o grupo de matemática tão cheio de engenheiros muitos deles autenticas nódoas…ou mesmo as tias que andavam a ganhar para os alfinetes) e esses terão bazado quando se sentiram apertados.
    os da minha idade (40-50) tiveram que ficar porque eram demasiado novos (recordemos que quando eu efetivei deixou de haver vagas no meu grupo e à matemática aconteceu-lhe o mesmo quase de seguida – nessa altura a seleção já era mais rigorosa e havia formação pedagógica para toda a gente – foi o tempo da U. Aberta- (eu fiz estágio integrado e na minha faculdade era tudo assim incluindo matemática).
    De repente, havia cursos de formação de professores por todo o lado, nasceram que nem cogumelos – veio o excedente, as médias de acesso a baixar, as de saída a subir, o caos desta nova geração. e prontos… somos muitos e os novos que aparecem agora na escola tem todos de 30 anos para cima…!
    Sair e ficar é a roda do azar da idade…ou como dizia uma colega minha “não se esqueçam que a idade é um posto!”.

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