CDS/MPLA, a Mesma Luta

Pela apropriação e rigoroso controlo do capital e das liberdades da maioria do 1%. O pobre Hélder Amaral (haveria enviado menos óbvio? a sério?) declarou o óbvio e foi renegado pelos seus, herdeiros directos do seu ex-líder agora empresário facilitador, aqueles que vivem das doors connections, mas não querem que se perceba demasiado.

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5 thoughts on “CDS/MPLA, a Mesma Luta

  1. Gosto das “doors connections”… Que “janelas de oportunidades” é coisa para tristes, pobres e vulgares… As oportunidades das conexões são mesmo a excelência da ausência de ideais, de convicções, de moralidade ou, tão só, de qualquer verdade (qualquer que ela seja).

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  2. já que falas nos comunas há uma ideia que me incomoda e que eu gostaria de esclarecer. Tem a ver com a proletarização da classe docente. parece-me que defendes que isso acontece só a nível salarial. ora, eu tenho uma opinião diferente. a ver se consigo explicar a minha visão da coisa:
    durante o ataque da milu, houve várias frentes. uma salarial, outra intelectual.
    salarial: os professores foram divididos em grupos e a renumeração cindiu-se. hoje há apenas congelamentos mas na prática conseguiram uma redução salarial brutal para todos os que estavam a meio da carreira; esta situação não foi revista nem reposta.
    intelectual: o ataque á dignidade docente, retirando ao professor o estatuto de pilar da sociedade, deposito da herança cultural do povo, transformou-nos em meros funcionários públicos. Ora, um funcionário público, obedece ao chefe, à hierarquia, não pensa, faz. E é aqui que se transforma num proletário: passa a fazer e deixa de ser um criativo, um intelectual.
    Ora, na minha opinião, isso é o espelho de muito boa gente que atualmente enche as salas de professores. Deixei de ter de aturar idiotas, com opinião sobre tudo, para passar a ter funcionários que executam. Isso incomoda-me. A mentalidade proletária instalou.se e faz carreira. Era esse o objetivo da Milu? Acho que sim. Humilhados e obedientes, numa cadeia de montagem a fabricar resultados.

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      1. concordo relativamente à questão endógena. mas mesmo neste caso acho que há um fator exógeno a considerar: a qualidade do recrutamento. Porém, há sempre quem seja mesmo mau; é assim em qualquer profissão.

        mas eu estava mesmo a pensar nos fatores exógenos encarnados pela Milu. Acho que houve uma intenção deliberada de proletarizar a classe docente. A questão: porquê? num momento relativamente calmo em termos políticos?
        momentos outros houve na nossa história onde se observou também este estrangulamento. Mas eram momentos politicamente conturbados. agora, de repente, no meio da pasmaceira, deu-se este ataque… o que nos está a escapar?

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