Ponto de Observação

De relativamente longe, com televisão ocasional e redes sociais quase nulas, Portugal em Agosto limita-se a incêndios, transferências no futebol e contabilidades criativas dos encargos com a banca privada nacional de excelência (agora são 5.000 milhões, já foram 8.000, 3.000 ou outro número qualquer que justifique cortar nos serviços públicos para tapar os buracos do empreendedorismo liberal nacional).

Não há crise, porque não há paciência ou tempo para uma crise nestas alturas, porque está muito calor, porque há gente a ficar com tudo queimado e, perante isso, outras aleivosias relativizam-se.

A classe política rareia, indo a banhos ou tentando passear à conta, numa segunda linha de gente pequenina de ideias e ideais. Surge uma segunda linha ou deixa-se à vista quem mexe os cordelinhos na sombra e precisa chegar-se à frente quando os outros não abdicam de ir para o sol. No caso da Educação foi instrutivo porque tivemos oportunidade de aceder em primeira mão a duas das eminências pardas da geringonça educativa nos dias que passam. Sendo que o SE João Costa é a cabeça política do sector (o ministro foi óptimo para alguma boa imprensa inicial e aparecer em reuniões com a FNEprof) e é quem se vai apercebendo melhor do que resta das mudanças de humor nas escolas com os truques do sucesso, nestas semanas tivemos direito ao discurso directo (Público, TVI, o resto mal vi) de duas figuras gradas (tendo em conta o contexto) do regime educativo nacional: o intelectual orgânico Porfírio Silva (como eu me lembro dos seus comentários no Umbigo, naquela posição do nem sim, nem não, antes o talvez, quando do mandato de MLR) e do operacional para todo o terreno do sucesso José Verdasca.

Trazê-los para a luz do dia, fora das formações, para além das entrevistas regionais, retirando-os ao exclusivo dos bastidores, é um serviço muito importante para que nos apercebamos do patamar da coisa educativa e da fase de desenvolvimento “conceptual” em que nos encontramos.

Dizem que aprenderam com os erros (P. Silva), mas a mim quer parecer que apenas reconhecem os erros de forma (na comunicação política) e não de substância ou de procedimentos. É pena.

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