Concurso 2016

Consta que foram contratados mais 500 professores e o assunto chega a ser notícia, mesmo se isso representa para aí 0,4% dos docentes em exercício e se esse é mais ou menos o número de aposentações, até ao momento, em 2016.

A boa notícia é que terão sido antecipadas para 1 de Setembro muitas colocações que o ano passado ficavam para mais tarde. De qualquer modo, continuam por solucionar de forma aceitável situações como atestados de longa duração de pessoas para quem se continuam a fazer horários, só se podendo abrir vaga amanhã, por muito que se saiba que não voltarão tão cedo.

Quanto à maior autonomia de contratação por parte das direcções, eu repito o que já escrevi várias vezes… se eu tenho de aceitar todos os alunos que me entram pela porta dentro nas várias turmas e devo saber gerir o meu trabalho com eles, não entendo porque cert@s director@s acham que devem ter predicados especiais nestas matérias. Aceito, em contrapartida, que tenham a liberdade, em articulação com o Pedagógico, para fazer uma distribuição de serviço que tenha em conta as especificidades de alguns colegas que, para seu bem e dos alunos, deveriam ficar longe das salas de aula regulares, sem que com isso deixem de dar um contributo válido à comunidade escolar. Mas enquanto as ordens forem para fazer os horários em escadinha e preencher tudo até ao fim das horinhas, nada feito.

profpardal

9 thoughts on “Concurso 2016

  1. Sim, mesmo que muitos desses 500 professores tenham sido colocados com 8 ou 10 horas… Mas, como o Sr. Ministro falhou a promessa de as listas saírem mais cedo, tinha de se agarrar a outra coisa para conseguir foguetório! Entretanto, na escola, continuamos à espera da aprovação de uma turma, da homologação do representante do ME na CPCJ local (que entretanto está a ocupar o lugar de outro colega, embora se saiba que, mais cedo ou mais tarde, vai sair…). E esperamos (e desesperamos!) pela homologação de horas de vários professores relativos a projetos da DGE ou à decisão sobre mobilidades por doença. Enquanto isso, horários e lançamento do ano letivo marcam passo ou vão sendo planeados para, por vezes, face à chegada de alguma novidade, se ver parte do trabalho inutilizado e deitado para o lixo. Mas, claro, está tudo bem e os sindicatos limitam-se a dizer que é preciso que as listas saiam mais cedo (há quantos anos?)… E o descongelamento? E a aposentação? E o número de alunos por turma, que ia reduzir? E os assistentes operacionais? E… e…?

    1. Sr. Diretor (ou adjunto) relaxe. O Sr. Ministro vem já aí à comunicação social acalmá-lo…
      E os seus subordinados estarão prontos a enfrentar as “feras” até ao dia 15.
      Vai tudo correr bem.

  2. As críticas são muitas, contudo os Diretores, aqueles que eu conheço, fazem o melhor trabalho possível, com as poucas condições que têm e a diminuta autonomia que os normativos permitem.
    Irene Louro

  3. Os policias, os militares, os magistrados, os funcionários da justiça, viram as suas carreiras descongeladas para satisfazer direitos legitimos. Mas os professores e restantes trabalhadores de outros setores não merecem essa satisfação e o prejuízo financeiro a médio e longo prazo será irrversível. A motivação é inexistente, cumpre-se mecanicamente, sem entusiasmo, muita indiferença, há desrespeito e desprezo por parte da comunidade e completa ausência de atitude reivindicativa.
    Tal como foi vaticinado há uns anos, foi a derrota total de uma classe profissional.
    Como costumam dizer os mais jovens, ‘tasse bem!…’.

  4. Aceito, em contrapartida, que tenham a liberdade, em articulação com o Pedagógico, para fazer uma distribuição de serviço que tenha em conta as especificidades de alguns colegas que, para seu bem e dos alunos, deveriam ficar longe das salas de aula regulares, sem que com isso deixem de dar um contributo válido à comunidade escolar.

    Especificidades como não querer, ou não saber, “Ensinar para a desobediência”, contribuindo assim para a formação de novos Eichmann?

    http://expresso.sapo.pt/blogues/opiniao_daniel_oliveira_antes_pelo_contrario/2016-08-31-Ensinar-para-a-desobediencia

    1. Não percebo o que quer dizer com isso e, em matéria de Educação, tento não ler Daniel Oliveira, por aliar uma enorme presunção a uma aguerrida ignorância apoiada em imensos clichés caídos em desuso já no século passado.

  5. Se “a enorme presunção e a aguerrida ignorância apoiada em imensos clichés caídos em desuso” do DO se limitasse ao campo da Educação… Mas, enfim, os media gostam de certas criaturas histriónicas que deixam sempre a sensação de tentar impor as suas opiniões não pela força dos argumentos mas pelo vigor do esbracejar ou pelo tom de voz utilizado.

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