Mobilidade por Doença

Leio gente a queixar-se da morosidade burocrática do processo e leio gente a queixar-se de eventuais fraudes neste “mecanismo” do concurso dos professores. Quem há falcatruas? Sim, há, por muito do que se vai ouvindo, mas não sei qual a sua dimensão. Nunca recorri a este tipo de destacamento, nem ninguém cá por casa, pelo que desconheço alguns dos detalhes. Que pode levar a injustiças? Acredito, mas isso não é razão para acabar com esta possibilidade. Porque há quem precise mesmo dela. O que me irrita em algumas queixas? O facto de raramente irem além do “perdi o lugar que queria” ou “ultrapassaram-me” e apresentarem dados concretos sobre as eventuais fraudes. É mais do que óbvio que condeno quem usa deste subterfúgio para ganhar vantagem indevida, mas também acho que é para isso que há inspectores por aí que, em vez de andarem em busca do tempo mal colocado num horário poderiam analisar estas situações. E de forma célere, porque a justiça precisa de ser rápida para ser eficaz.

Madeira

5 thoughts on “Mobilidade por Doença

  1. Num agrupamento de escolas da Guarda estão colocados 55 (CINQUENTA E CINCO) professores ao abrigo da mobilidade por doença.

    É uma fraude pegada, que acaba por nos prejudicar a todos, começando por aqueles que dela necessitam e acabando nos que têm de trabalhar pelos «calões» e «embusteiros».

  2. Eu acho que o tema merece discussão mais aprofundada, pois já não é só o que se ouve dizer – há um número concreto avançado pelo ME: 4160 professores colocados na MPD.

    É muita gente: são mais de 4 mil professores a receber um ordenado sem serviço lectivo atribuído e sem estarem incapazes de trabalhar.

    E claro que há fraudes, cuja dimensão desconhecemos e que, pela natureza sigilosa do processo, não são passíveis de denúncia: ou se investigam a sério ou fica mesmo assim, sendo que a impunidade de alguns incentiva outros, no ano seguinte, a fazer o mesmo.

    https://escolapt.wordpress.com/2016/09/13/4160-colocados-na-mobilidade-por-doenca/

      1. Claro que para dois ou três que apareçam é sempre possível arranjar serviço, nem que seja aliviando o trabalho de colegas da casa.
        A questão põe-se em agrupamentos onde foram colocados 50 ou 100 docentes, ou até mais, em MPD.
        Isto é má gestão de recursos humanos em qualquer parte do mundo e em qualquer sistema político, seja de esquerda ou de direita.
        E quando reclamamos sobre os 11 anos de congelamentos de carreira, convém que não seja apenas o discurso do venha-a-nós. É preciso perceber também como anda a ser mal gerido o orçamento do ME.

  3. Sabem as pessoas a razão pela qual este concurso se designa por “mobilidade por doença”? Porque, ao fim de uns largos anos a lecionar e a lutar pela escola, e depois de anunciarem que uma pessoa vai ter horário zero, e que (até há pouco tempo…) teria de ir para a “requalificação” uma pessoa fica…doente!
    Eu estive quase. Mas, como tenho a mania que sou saudável, há três anos, depois de ter “horário zero”, concorri, pela primeira vez na minha vida ( quando era “provisório” nunca o fiz) a todo o país! Porquê?
    Porque sou “velho”, mas tenho duas fillhas que não o são!
    Mas não. Até agora, nunca invoquei a condição de doente! E, entre as pessoasque trabalham comigo, ou são minhas amigas, nunca conheci nenhuma situação de fraude.

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