Quem (nos) Dera!

O Paulo parece acreditar em que algo de essencial poderá mudar. É um optimista. Foi o PS que criou a figura do director e o modelo unipessoal de gestão é algo que une a generalidade dos decisores políticos do arco da governança central e que é tolerado pelos restantes que não querem fazer ondas. Quanto muito, talvez regresse alguma democracia às chefias intermédias, mas não me parece que esteja no horizonte uma mudança radical no modelo de gestão escolar. Como mais uma “causa” da Fenprof para fazer prova de vida nada disto me surpreeende. É só fumaça. O povo é sereno. E já está habituado.

fumaca

3 thoughts on “Quem (nos) Dera!

  1. A questão que não estás a ver: muitos diretores transitaram de CE para Diretor. Escolas pacificas. Mas o número de mandatos que podem acumular está a esgotar-se. E Agora? A estabilidade pode virar instabilidade em muitos locais e tudo ao mesmo tempo. Será que há assim tanta gente com sede de poder e/ou experiencia para desempenhar essas funções? A minha aposta é que não….

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  2. Há sim. Há tipos a concorrer a uma qualquer escola que abra concurso para diretor. Principalmente desde que é exigido o tal cursozinho (desde 1 de janeiro de 2016). E, “incrivelmente” alguns até são eleitos…nem que seja para evitar que outros o sejam…

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  3. Fumaça. Mantêm-se os 1100 minutos, as tutorias, mais e mais para alunos que à força, ver o “I ” de hoje, vão passar de ano. Por mim deveria acabar-se com a avaliação, com critérios, com as excel de percentagem para os diferentes skils, etc. O que é preciso, comprova agora o ministro é que os alunos passem. Por mim, tudo bem.
    Acabam-se testes, preparação de aulas meticulosamente, e depois não venham dizer que os meninos chumbam a matemática e a português, no 9º ano. Ou os do secundário que…no 10º, eles nada sabem.
    Não achando que mais testes e a avaliação sejam prioridade, também não acho que ser professor é ser profe em summer hill. É que aí eles até saíam da escola, estudavam o que quisessem, e descobriam mundo.
    Não é o caso. Parque de estacionamento de miúdos que vão para a escola como para parque infantil de um jardim, sem jardim. Tomara conta deles na cantina, nos recreios.E fazerem-me acreditar que todos os miúdos aprendem o que o ministério nos impõe de metas…. para quê???
    Tenho curiosidade em saber se posso escolher então os alunos que queiram ouvir-me , ser avaliado até para ele ter feed-back e porque o quer. Os restantes e são muitos, preferirão estar ao ar livre com os amigos. Nada contra. Deixa-se de se ter 10 turmas, 4 níveis, e só vai quem quer. E não chumba ninguém.
    Todavia, sabemos, vai sobrar ainda mais para os professores que não ensinam e que passam todos os ALUNOS!!!

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