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  1. A perigosidade das falácias

    “A maioria das pessoas no mundo vivem em condições muito piores do que a nossa, pelo que não estamos muito mal”.
    Este é o argumento que várias pessoas usam para justificar que nos devemos resignar a aceitar a implementação de condições de vida piores, como por exemplo diminuir salários e outros rendimentos. E quando é usado por pessoas com alguma cultura social e politica, ainda é mais intrigante. Esta falácia é amplamente usada por aqueles que lhes interessa desviar recursos financeiros públicos ou privados para satisfazer as suas necessidades, prejudicando os restantes cidadãos, e que parece que tem uma eficácia brutal numa parte significativa da população. Usar a desgraça ou o mal-estar dos outros para encontrar conforto ou resignação para justificar a injustiça a que se é sujeito, é compactuar com o que está errado e permitir que a degradação sócio-económica se perpetue. Quando se aplica este argumento para justifcar a aceitação do congelamento da progressão na carreira como um mal menor, é incompreensível existir quem o aceite, sendo agravado em pessoas com formação (supostamente) superior.

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