A Importância de Parecer

Ao contrário de quem não lê as pessoas de que desgosta ou que transmitem opiniões com que não concordam, eu leio atentamente algumas das maiores sumidades e luminárias que se instalam (por vezes longamente) em posições que considero erradas.

Por isso mesmo, li do início ao fim a prosa de Albino Almeida no Sol de sábado, ao ponto de deparar com esta pérola final que resume a forma de estar e pensar de algumas pessoas que vão fazendo sucesso por aí, aquele sucesso feito de aparências, porque é assim mesmo.

Vejamos, então, como o ex-presidente da Confap e parceiro dedicado de tanto titular da pasta da Educação, sempre que o vento sopra de feição, conclui a sua defesa das medidas anunciadas pelo ME para o emagrecimento dos currículos e promoção do sucesso escolar:

albinosol15out16

Sim, leram bem… o que interessa em primeiro lugar é “comparar melhor”, porque “o sucesso virá depois!”, seja lá do que é que ele está exactamente a falar. Portanto, o que interessa é comparar melhor (em termos estatísticos), parecer que se está bem, melhor, o que for. Porque o contrário (sucesso e depois melhor comparação, ou seja, primeiro a coisa e só depois a representação) é coisa da malta que defende as teses de que as aparências são facilitistas. O sucesso mesmo pode vir depois… se é que vem ou precisa mesmo de vir porque, se já parecemos bem e comparamos melhor, se calhar o essencial está fêto.

Resta saber se isto foi à revisão e é mesmo assim que queriam que fosse ou se foi apenas (mais) um insucesso na produção escrita do autor, um despiste para a verdade.

Tracking

Moving Beyond Tracking

For several decades, researchers have documented the effects of tracking students into segregated classrooms according to perceived ability or achievement. Whether known as tracking, sorting, streaming, or ability grouping, an expansive body of literature conclusively shows tracking has been harmful, inequitable, and an unsupportable practice. Initially touted as a way of tailoring instruction to the diverse needs of students, tracking has instead become a way to stratify opportunities to learn, limiting the more beneficial opportunities to high-track students and thereby denying these benefits to lower-tracked students. This generally plays out in a discriminatory way, segregating students by race and socio-economic status.2 In his 2012 meta-analysis of the vast body of tracking research, John Hattie incorporated 500 studies. Also incorporating the findings of 14 earlier meta-analyses, he found that tracking has “minimal effects on learning outcomes and profound negative equity effects.”

Modern-Day Segregation in Public Schools

The Department of Education has branded “tracking”—designating students for separate educational paths based on their academic performance—as a modern day form of segregation.

Tracking: A Continuation of School Segregation

Separate and Unequal

What Tracking Is and How to Start Dismantling It

Segregação e Desigualdade pelos EUA

O fenómeno é diferente do nosso, mas a criação de micro-segregações no interior das escolas, com a recomendação do uso extensivo de grupos de nível no seio das turmas, assim como da utilização de metodologias separadas para cada grupo de alunos e não de uma abordagem verdadeiramente diferenciada e baseada no trabalho colaborativo entre alunos com diferentes perfis e ritmos de aprendizagem, fazem-me soar campainhas de alarme. Porque nenhuma metodologia deve ser deixada para trás e o que sinto é que agora, ao contrário do que se afirma, se optou pelo padronização, mesmo que em paralelo… e nem sempre é fácil resistir à vaga que se levantou e levou muita gente a pensar que só assim está bem, a mesma coisa, ao mesmo tempo, com os mesmos materiais… só faltando obrigar com o mesmo tom de voz e circulação pelo espaço da sala.

Serão os professores quem promove o insucesso dos alunos ou a forma recomenda a partir de cima para organizar o trabalho com os alunos, dividindo-os para que alcancem todos um sucesso que, na verdade, será sempre desigual?

In politics, there has been an overall lack of leadership on the issue of creating diverse schools. Conservative administrations have actively opposed desegregation efforts. Those who see the value and urgency of integration have often been quieted by harsh criticism if they challenge the orthodoxy that inequality can be solved within highly unequal schools through accountability, will power, and sanctions. As evidence accumulates that this orthodox theory of education reform has failed, the response of its advocates has been to press even harder, imposing a still more rigid set of tests and sanctions. The dominant tendency among educators is a parroting of policies that have failed for decades. They fear that mentioning “race” will upset other people and trigger criticism for using “excuses” to avoid their responsibility for educating all children fairly. Ignoring the well-documented relationship between segregation and educational inequality, the focus instead has been on creating intense testing drills in segregated schools and on blaming the schools and the teachers. Often the emphasis is only on English and math, which radically narrows instruction for millions of students in these segregated schools, discourages teachers and principals who then try to exit these schools, and in the end does not produce real educational gains.

(…)

If we are to have a successful and equitable society, especially at a time when success depends on education and the ability for all groups to live and work well together, then we need a new commitment to access and integration wherever it is feasible. If we passively accept the spread of segregated and blatantly unequal schools into more and more suburbs, then many more communities will experience the decline and disinvestment that led to the collapse of many city neighborhoods a half century ago. Whites could better understand—and work to change— palpable inequalities by simply spending time observing classes and talking to educators in nearby schools. African American and/or Latino schools must not let themselves be pushed back into a form of multiple inequalities that never worked effectively on any scale, justified by the claim that more tests, sanctions or charters will overcome these inequalities.

Simpson