Tradução Automática

Leio o título “Governo quer reduzir carga horária dos alunos”, continuo a ler os números previstos para o OE2017 para a Educação, com o investimento no pré-escolar a ser muito superior (529,4 M€) ao acréscimo total do orçamento do ME para todo o Ensino Básico e Secundário (179,4 M€, sendo boa parte para os manuais gratuitos e outra compensada pelo fim de alguns contratos de associação), e percebo que em português quer dizer que a redução da carga horária dos alunos significa que os programas vão ser encurtados, não para que possam ser leccionados melhor, mas para poderem ser leccionados em menos tempos, cortando-se assim nos encargos da malta que assegura as aulas. Uma espécie de toma-lá-mas-tira-de-algum-lado que poderá parecer natural, mas que vai ser a continuação do mais do mesmo, mas agora na versão menos com menos. A escola esquelética na sua função nuclear, mas transbordante na sua missão de assistência social.

Não há outra forma de fazer as coisas? A mim parece que nem chegam a tentar, pois já estão habituados a ir buscar sempre ao mesmo sítio, porque a luta é descontínua.

(quem me dera estar enganado…)

profpardal

Fosse Eu…

… a ter de deslocar um@ alun@ com problemas de mobilidade ao ponto de usar cadeira de rodas, com um carro identificado para esse efeito e lugares desse tipo no estacionamento junto ao portão da sua escola, dificilmente deixaria um daqueles papás muito cool agarrado ao télélé, a fingir que não viu o sinal de reservado, à espera do seu rebento com duas perninhas capazes de correr km durante um dia na escola, mas aparentemente incapaz de andar uns 100 ou 200 metros, sem ouvir das boas ou a chamar a gnr que tem posto ali a 300 metros de distância para o fazer desandar num repente. Porque, em boa verdade, o problema não é dos miúdos que estão piores do que eram, a progenitura, mesmo a que tem ar muito requintado, é que em muitos casos não dá mais porque aquilo é só eu-eu-eu naquelas cabecinhas de cimento. Todos os dias é o mesmo, quase sempre com os mesmos protagonistas e a complacência de quem deveria fazer valer os seus direitos. A única diferença é que há os labregos que ficam ali a olhar mesmo com ar de provocação e os que se fingem de distraídos como o de hoje, mas que dão logo pela chegada do júnior, mas não pela da carrinha da miúda com problemas mais do que evidentes. Gentinha com humanidade ao nível da subcave.

Haddock

Aquela Aula

Não acontece todos anos mas há alturas em que, durante a semana, temos uma determinada aula com uma determinada turma que, depois de ser dada, é como se a semana tivesse terminado, mesmo que seja à 3ª ou 4ª feira. Aquela aula com aquele grupo de alunos que nos leva 50% da energia disponível para todos e em que o nível de intensidade é tal que, quando acaba é como se tivéssemos corrido a maratona de Nova Iorque no grupo dos quenianos, exauridos e a sentir que merecemos o salário de seis meses. Quando se tem uma turma assim, seis tempos por semana… quando termina o último bloco de 90 minutos é como se tivesse chegado o sábado.

Calvindancing