Quando os Dados não Comprovam a Tese…

… a tese que se sobreponha aos dados. Provavelmente

Comparando alunos parecidos, ou seja, com baixo desempenho na prova de aferição do 4.º ano, vimos que uns passaram, outros ficaram retidos. Em média, passado dois ou três anos, os alunos retidos têm resultados ligeiramente melhores no exame do 6.º ano. Concluímos é que provavelmente há outras formas mais efectivas de beneficiar estes alunos.

Ou seja, os efeitos positivos são muito diminutos e não vale a pena reter o aluno?

Exactamente. Em três ou quatro anos, até onde chegaram? Apesar de os alunos retidos andarem mais depressa depois da reprovação, não andam o suficiente para compensar a perda de ano inicial. Não conseguem compensar e andam atrás dos outros alunos.

E depois há a pura e simples mistificação…

É possível determinar quanto custa ao estado uma reprovação?

Existe um estudo preliminar do Tribunal de Contas que diz quanto custa um aluno na escola (em média, 4.415 euros anuais ao Estado). E um aluno retido é mais um ano na escola, mais um ano de custos.

Os alunos retidos são integrados em outras turmas, constituem encargos marginais e não um custo unitário adicional por cada retido. Mas o que interessa a realidade, se a ficção é mais adequada à agenda política?

Madeira

 

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3 thoughts on “Quando os Dados não Comprovam a Tese…

  1. Não faria as contas para os custos dos alunos retidos com tanta ligeireza.
    Podendo ser certo que a retenção pode determinar o percurso académico de uma pessoa, não será menos certo que boa parte dos que ficam retidos não pretendem mais que a escolaridade obrigatória, nem que conseguida à força dos 18 anos! Retê-los, até pode ser um ganho em termos financeiros diretos. Já não o será socialmente. Mas isso obrigaria a outras contas e hoje não estou para tal. Se formos sinceros e olharmos de frente para a realidade de alguns alunos, a retenção até pode ser um favor às famílias… mas teria que separar o trigo do joio e não estou religiosamente bem disposto!
    Desculpa, Paulo! Deu-me para isto! Mas a minha teoria é: a retenção só fica mais cara para os alunos que seguem vias de ensino superior. Caso contrário, fica sempre mais baratucha a todos: estado e famílias. Ressalva-se o lado psicossocial e outros que tal. Mas como a educação está a virar carnaval, nem sei que diga!!!

  2. Estas conclusões em CIÊNCIA A SÉRIO iam directamente para o caixote do lixo!

    Mas a educação não é, objectivamente, para ser levada a sério… ou não teria crescido exponencialmente o pardieiro de vaidades pessoais, interesses diversificados e inutilidades ilimitadas.

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