Com a Razão, Mas sem Moral

Os articulistas como João Miguel Tavares podem ter razão sobre a pasmaceira sindical do outrora façanhudo Mário Nogueira. Mas têm uma moral abaixo de zero para escrever ou falar do assunto, pois sempre o criticaram por não ser assim. Pior, se dizem que o ME faz o que ele quer (mesmo sendo completa mentira), porque andaria ele a protestar? A teoria da desigualdade de oportunidades é muito relativa e completamente hipócrita, pois quem tem de se queixar são aqueles que ele umas vezes diz defender até à morte no passeio da 5 de Outubro e em outras prefere esquecer com uns drinques ou umas pizzas ao madrugar. Esses são os professores que, como eu, o criticam com coerência ao longo dos tempos, sejam os governos de Esquerda ou Direita, porque isso a mim tanto faz se souberem governar (e seria bom lembrar os tempos de MLR, nesse particular, essa ministra tão adorada por muitos direitinhos). O problema de alguns articulistas à peça é que só sabem ver a cor das camisolas como qualquer hooligan (lá diria o defunto rangel, outro grande coerente nestas matérias).

janus

 

 

Quando os Dados não Comprovam a Tese…

… a tese que se sobreponha aos dados. Provavelmente

Comparando alunos parecidos, ou seja, com baixo desempenho na prova de aferição do 4.º ano, vimos que uns passaram, outros ficaram retidos. Em média, passado dois ou três anos, os alunos retidos têm resultados ligeiramente melhores no exame do 6.º ano. Concluímos é que provavelmente há outras formas mais efectivas de beneficiar estes alunos.

Ou seja, os efeitos positivos são muito diminutos e não vale a pena reter o aluno?

Exactamente. Em três ou quatro anos, até onde chegaram? Apesar de os alunos retidos andarem mais depressa depois da reprovação, não andam o suficiente para compensar a perda de ano inicial. Não conseguem compensar e andam atrás dos outros alunos.

E depois há a pura e simples mistificação…

É possível determinar quanto custa ao estado uma reprovação?

Existe um estudo preliminar do Tribunal de Contas que diz quanto custa um aluno na escola (em média, 4.415 euros anuais ao Estado). E um aluno retido é mais um ano na escola, mais um ano de custos.

Os alunos retidos são integrados em outras turmas, constituem encargos marginais e não um custo unitário adicional por cada retido. Mas o que interessa a realidade, se a ficção é mais adequada à agenda política?

Madeira

 

É Muito Mais Seguro…

ter a participar apenas especialistas no estado da arte e ter porfírios&chicosilvas a presidir em representação da facção geringonça do CNE, sem qualquer perigo de professores em exercício a atrapalhar, nem sequer os apoderados do costume. Aposto que neste caso as actas sairão em devido tempo e sem percalços ou truncagens. Garanto que daqui sairá tese e jurisprudência para futuras idades e descentralizações. Se falhar, tenta-se de novo até bater certo.

Se sou má língua, quiçá mesmo pior? Nem por isso… há é ambientes frígidos.omelete sem ovo

Ciência

Parece que a equipa ministerial da pasta, aquela que tantos elogios suscitou à data da nomeação, não tem suficiente peso político para fazer inverter prioridades. Nada que espante, embora me pareça que haverá quem não se queixe, porque sempre que há falta de pão, há sempre os que têm mais vazão (não necessariamente razão). Ora os outros, ora estes. Porque a investigação raramente é neutra, muito menos quando precisa estender a mão para se fazer com mais comodidade.

money-bag

Educação Física

Irá voltar a contar para a média do Secundário a partir do próximo ano. Cá em casa, haverá uma petiza crescida que agradecerá. Não vou discordar, porque já me chega de polémicas. Apenas repetir que acho que o mesmo se deveria passar com a disciplina de Filosofia até ao 12º ano. Corpo são em mente sã.

ginastica

E Não Há Coisas Boas?

Há, mas dizem que quase todas fazem mal à saúde (e há mesmo umas beatas criaturas que acham que tudo o que é bom faz mal, incluindo o que permitiu que nascessem e não falo de deus-nosso-senhor e muito menos do espírito-santo-o-legítimo). Hoje ao almoço foram rojões com migas. Não fotografei, lamento, pois agora que quase todos aderiram ao food porn eu aquietei-me.

PG 4

Rasteirices

Nunca percebi se a tradução mais correcta de uma certa passagem bíblica é que o reino dos céus será dos pobres ou se será dos pobres de espírito. Confesso que prefiro a primeira hipótese porque é mais objectiva, pois em relação à pobreza de espírito há  que distinguir os que não conseguem mais por infelicidade da natureza e os que são pobres de espírito voluntariamente, por falha de carácter. Confesso que mesmo agnóstico, a confirmar-se a doutrina judaico-cristã do Céu ou Paraíso, não gostaria de ver recompensada a mesquinhez, mesmo que coberta pela desculpa da indigência mental. Em gente adulta, há coisas que sinceramente me fazem pensar como seriam em crianças, se seriam daquelas que já só se sentiriam felizes ao espalhar a viscosidade em seu redor e depois ver os efeitos provocados. Já fui novo, mas nunca invejei os velhos, o seu lugar ou o seu estatuto. Fiz as minhas opções e arquei com as suas consequências sem me lamuriar aos quatro cantos do mundo e aos ventos equivalentes, em busca da piedade alheia e de alguma eventual recompensa por tamanho calvário. Agora que vou para velho também não invejo os novos ou os amesquinho, argumentando do alto da autoridade. Há gente estúpida e mal formada em todas as idades, circunstâncias e condições. Só me custa que nos calhe, de quando em vez, uma parcela acima da média deste tipo de detritus humanus que nem vale a pena espezinhar, nem com sola já gasta, porque o que se agarra é demasiado peganhento.

tullius

Isto é a modos que um estado d’alma passageiro, mas com olhos nas costas e não é aquele que é cego.