Convidados?

Como? Qual o critério? Por conhecimentos próximos? Ser dos escuteiros dá créditos extra? Ter pai na concelhia? E uma consulta deste tipo faz-se em meia dúzia de horas, desta forma?

Diz o ministério no comunicado que para o dia 4 de Novembro, “foram convidados alunos de várias escolas portuguesas, divididos em cinco grupos: 1.º ciclo, 2.º ciclo, 3.º ciclo, secundário (Científico-Humanístico e Profissional) e pós-secundário (alunos que estão a frequentar o Ensino Superior). Estes alunos participarão, durante a manhã, em workshops de discussão.” À tarde, acrescenta-se, serão apresentadas conclusões e, no fim da conferência, o ministro será “moderador” de um painel de alunos.

“Tradicionalmente, os alunos não são ouvidos em contexto de gestão curricular. Esta conferência visa corrigir essa prática, chamando à discussão os principais beneficiários do trabalho em curso, mas sobretudo coligindo os dados que esta auscultação gerará”, acrescenta o ministério.

Vamos lá ser sérios… as conclusões já existiam antes de qualquer consulta. Tudo foi uma habilidosa formalidade em que, no caso dos professores, se fazia um convite para que se queixassem da extensão dos programas, sem sequer lhes dar qualquer hipótese de fazer sugestões. Admito que esta é uma maneira espertalhona de fazer passar a ideia de que se está a fazer a coisa de forma participada. E muita gente engolirá e muitos serão os que aplaudirão e apedrejarão quem ousar dizer o contrário.

Clown

 

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3 thoughts on “Convidados?

  1. Bom dia:

    Sem querer ser injusto, ou extemporâneo, para com a “esforçada” equipa ministerial, os sindicatos e as associações representativas de professores, ainda não consegui perceber os motivos, as razões, as causas, dos professores continuarem com expectativas nas alterações estruturais na vida escolar.

    Modificado o sistema de colocação dos professores (com o fim das bolsas de contratação) e com muitas promessas de novidades, o que verdadeiramente se alterou no quotidiano escolar?
    Continuamos a viver num mundo de “regras” ao sabor do tempo: direcção de turma com uma carga burocrática sem fim, apoios, reuniões, actas, encaminhamento de alunos, levantamento de processos disciplinares, 30 alunos por turma, as horas de redução de idade a serem camufladas como componente lectiva (devia leccionar 16 horas e leciono 18), cortes no vencimento, o congelamento das carreiras, o aumento de horas de trabalho nas escolas, a imposição dos mega-agrupamentos, uma organização escolar hierarquizada e onde os professores não têm poder de participação, e do que mais poderia falar…

    A convicção que passa é que o PS nunca alterará nada. “Vai pondo camadas em cima adoça as coisas com pedagogias diferenciadas, corte nos currículos, flexibilidades a rodos, apoios a rodos, afectos e bjs”, no que diz respeito à organização da Escola Pública.

    Honestamente vejo o tempo a passar, as palavras a voarem e nada muda para melhor!
    É que elas podem não matar, mas moem.
    E saturam, MUITO!

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