A Realidade do Contexto

Há realmente contextos muito diferentes na docência, apesar dos seus traços comuns. É muito diferente leccionar quase em exclusivo para alunos que interrompem a aula para colocar questões, que se interessam pelas matérias, que têm maneiras e hábitos de cortesia e leccionar grande parte do tempo a quem é necessário ensinar tudo isso. Também é essa a diferença entre muitos de nós e alguns psis da moda, com horário de atendimento em gabinete insonorizado e cházinho com cookies ao entardecer. E ainda há os especialistas que nunca praticaram mais do que os bastidores parlamentares ou a investigação subsidiada. As mundividências têm, efectivamente, nuances. As deles são muito mais sofisticadas, polidas, assépticas, estatisticamente objectivas. Quase humanas, em alguns momentos de fraqueza.

High

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6 thoughts on “A Realidade do Contexto

    1. Caríssimo Reitor, no seu caso a dor vai do cotovelo ao artelho. Porque o post só lateralmente era sobre o artigo do antigo assessor do sóifer.

      O AHC estuda muito, mas raramente consegue chegar ao fundo da questão… a verdade é que reduzir um ou dois alunos por turma é apenas mais uma “reversão”, porque está estudado – e provado para além dos olhares cristãos ou reitorais – que os resultados conseguem-se mais com reduções significativas do número de alunos. Só que é caro e isso não há ninguém que queira, mesmo que seja para bem dos alunos, não é?

      Só um cheirinho de tudo o que o AHC não lê… acima de 22 alunos deveriam existir 2 professores por turma:
      http://www.centerforpubliceducation.org/Main-Menu/Organizing-a-school/Class-size-and-student-achievement-At-a-glance/Class-size-and-student-achievement-Research-review.html

      1. Acho que ainda vamos lá chegar. Dure muito a geringonça e regressaremos ao par pedagógico, não apenas em evt, mas nas turmas com mais de 22 alunos. Bah!
        Mas, na linha de alguns estudos e estudiosos, os bons resultados só podem conseguir-se com o ensino individual pois não se conseguem com o baixo número de alunos por turma, como já se viu:
        “Posteriormente, fez-se uma caraterização da dimensão das turmas à luz do Despacho Normativo em vigor, verificando-se que, em todos os ciclos e níveis de ensino, a grande maioria das turmas ou estão subdimensionadas, isto é:
         não atingem o limite mínimo de alunos e não têm alunos com NEE;
         não atingem 20 alunos e têm 1 ou 2 alunos com NEE,…”
        ou estão de acordo com o Despacho Normativo.(http://www.cnedu.pt/content/noticias/CNE/estudo_organizacao_escolar-as_turmas_versao_final.pdf), p.30.

        E, meu caro, quanto a dores, verá que com a idade vai doer-lhe tudo. Há de lá chegar.

  1. Um outro dado que não tenho visto referido: quanto mais aulas têm os alunos, menor é o seu rendimento, maior a tendência para a indisciplina…
    A “escola” que esta sociedade disfuncional idealizou – para tratar de tudo o que a própria sociedade não consegue resolver – tem aulas a mais e miúdos aprisionados tempo demais.
    Com menos aulas (e os mesmos professores e alunos) conseguir-se-iam resultados bem melhores, mesmo que não aparecessem nos números PISAdos & c.ª. Ao menos, tínhamos resultados com mais sanidade, o que, hoje em dia, não me parece pouco.

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