O Farol Apagou-se?

As transversalidades e as avaliações holísticas nem sempre resultam. Os bons resultados educacionais finlandeses não se deveram, em termos históricos, a uma escola do século XXI no século XX. Muito pelo contrário. A entrada em velocidade de cruzeiro parece não estar a correr bem. por cá, os analistas do tubérculo ramudo é que decidiram que se a Finlândia tinha bons resultados é porque a escola, no presente, era de um determinado modo, ignorando que isso não acontece desse modo. Parece que os amanhãs que cantam vão perdendo a voz, mas por cá iremos ignorar isso, enquanto não se perceber que o trotskismo educacional não funciona e que as acelerações históricas, embora façam parte do húmus ideológico da juventude de muita gente, não se coadunam com a evolução de médio-longo prazo da Educação. Para chegarmos ao século XXI precisamos cumprir as fases anteriores, incluindo os séculos XIX e XX, mesmo que com um ritmo mais forte, o que vamos fazendo. Neste momento, com uma escola pública fustigada pelas tentações demagógicas de políticos passageiros, vamos cumprindo a fase final do século XX e com resultados muito satisfatórios. Já na Finlândia, a evolução é decepcionante. Não sei se por causa do alargamento curricular. Ou das transversalidades. Ou da ausência de avaliação até ao fim da puberdade. Como foi decepcionante na descentralizada Suécia, na privada Holanda, na vocacional Alemanha…

Que raios… será que é a nossa escola arcaica que ainda funciona melhor?

Eu nunca fui dos que desvalorizaram este tipo de testes e comparações… mesmo se acho que não são indicadores absolutos. Mas lá que até fazem algum sentido, lamento, mas fazem.

The survey shows that the number of poor performers in science is growing and the number of top performers is declining, especially among boys, and regional equity is deteriorating.

-The number of students who perform poorly in science has nearly trebled and the number of top performers has dropped by nearly one third. Altogether 65 per cent of students who performed poorly in science also did poorly in mathematics and reading. Of these, two thirds are boys, observes University Researcher Jouni Vettenranta.

The gap in performance between the genders is growing and was the biggest among the OECD countries – 19 score points in favour of girls. Relative to all the participating countries and economies, Finnish girls were second best after girls in Singapore. In the comparisons among boys, Finnish boys came in tenth place. Finland was the only country where majority of the top performers were girls. The decline in the performance of boys further increases the gender gap to the advantage of girls.

Report: Finland’s fourth graders’ maths and science skills in decline

Compared to students in other countries, the test scores of Finnish fourth graders’ math and science skills have seen a decline over the past four years. According to the Trends in International Mathematics and Science Study, fourth grade female students surpassed their male counterparts in all areas. Researchers say that parents’ attitudes toward schoolwork and studying are particularly important.

susto

 

 

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