Dúvida

Como se chega a delegado sindical, daqueles que até vão às escolas perorar sobre as maravilhas ou malefícios da geringonça, sem praticamente se ter dado aulas? Parecendo, assim só de olhar, que é pessoal no limiar do tempo de serviço para se vincularem, caso tenham sorte na lotaria extraordinária?

Sublinho que não fui eu que observei, apenas veiculo (um digno colega que acabou como chefe de departamento de um colégio do topo há uns bons anos escreveria “vinculo”, mas isto são outras memórias…) o que me foi relatado a partir de uma zona mais central do país, esperando eu que acreditem que nem percebi se era fené, se era profe. Era um essepê qualquer coisa e eu tenho uma certa dislexia para estas coisas.

Duvida

Uma Brincadeira Privada

Apenas. Aquilo de eu dizer num jantar de amigos que temos ministros muito labregos, mesmo que encolarinhados e filhos d’algo. É o que penso, mas sendo uma brincadeira privada, entre amigos, desconta no julgamento final, pelo que peço desculpa, rezo dez pedreiros nossos, vinte outras coisas e não se fala mais nisso.

smile

2016, Um Balanço

Do you think we have time?
Do you think we have time?

These are the days of the open hand
They will not be the last
Look around now
These are the days of the beggars and the choosers

This is the year of the hungry man
Whose place is in the past
Hand in hand with ignorance
And legitimate excuses

The rich declare themselves poor
And most of us are not sure
If we have too much
But we’ll taking our chance to say
I sang twenty years and a day
But nothing changed
The human race found some other guy
And walked into the flame

And it’s hard to love, there’s so much to hate
Hanging on to hope
When there is no hope to speak of
And the wounded skies above say it’s much too late
Well maybe we should all be praying for time

Doo oh oh
Do you think we have time?
Do you
Do you think we have time?

These are the days of the empty hand
Oh, you hold on to what you can
And charity, charity is a coat you wear twice a year

This is the year of the guilty man
Your television takes a stand
And you find that what was over there is over here

So you scream from behind your door
Say what’s mine is mine and not yours
I may have too much but I’ll take my chances
I sang twenty years and a day
‘Cause nothing changed
The human race found some other guy
And walked into the flames

It’s hard to love, Jesus, there’s so much to hate
Hanging on to hope, there is no hope to speak of
And the wounded skies above say it’s much too late
Then maybe we should all be praying for time

Doo doo doo
Do you think we have time?
Do you
Do you think we have time?
Lord, give us time

A Ler

L’introduction de méthodes d’apprentissage «individualisées» et «autorégulées» avec des «accompagnateurs» au lieu d’enseignants dans les écoles uniques a mené, au cours des années 1980 en Grande-Bretagne, à un déclin des performances. En 1993, le gourou de l’éducation du parti travailliste a rendu responsable son propre parti de l’échec de la formation scolaire et de la transmission de valeurs morales durant des décennies, ainsi que de l’abandon des élèves les plus faibles.
En 1990, la Finlande a introduit un plan d’études national avec «enseignement axé sur les compétences» et une «école unique». On a voulu se détourner du bon système scolaire prévalant jusque là, pour s’adapter aux temps «modernes». Grâce aux avantages restants de l’ancien système scolaire, la Finlande a obtenu une place de pointe dans les épreuves PISA en 2006. Mais lorsque les anciens enseignants qualifiés ont été majoritairement remplacés par des «accompagnateurs d’apprentissage» nouvellement formés, le «pays modèle» a fait une chute dans les tests PISA en 2009 et a perdu 25 points, ce qui correspond à une année entière d’études. Entre-temps, la Finlande se détourne des réformes de l’école unique et réintroduit des écoles spécialisées.
En 2000, la Nouvelle-Zélande a introduit un nouveau plan d’études orienté sur les compétences similaire à celui de la Grande-Bretagne. Depuis 2002, les résultats des tests PISA de ce pays se trouvent en chute libre. En 2001 47% des élèves de 12 ans étaient capables d’effectuer des multiplications simples; en 2009, ils n’étaient plus que 37%!

Burnout

Aquilo do Rejuvenescimento

Do corpo docente. Surgiu novamente a propósito das negociações acerca das regras para o(s) concursos de docentes para 2017. Escrevo no plural incerto, porque ainda não percebi a que ponto vai chegar o novo cozinhado em torno de um concurso de vinculação extraordinária, que é aquele concurso que se abre para que no meio de uma pequena floresta se resolva a vida de umas quantas árvores muito específicas (teoria da conspiração? olhem que não! olhem que não!).

É uma questão tão espúria agora como o foi quando outros o abordaram (e eu fui criticado por confirmar que o envelhecimento existe e é factual por gente próxima de quem agora diz o mesmo, mas com outro vento pela popa), com outros pretextos. Porque se fala em rejuvenescimento do corpo docente, como se isso pudesse ser possível sem tratar de duas outras questões indispensáveis para que ele aconteça, a saber: regras decentes para a aposentação dos que estão e abertura de um número razoável de vagas para os que podem entrar antes de ficar tão pouco rejuvenescidos quanto os que podem sair.

É verdade que as regras para o concurso externo e vinculação são importantes para aferir (evitemos o termo avaliar nestes tempos actuais, tão pouco propensos a essa forma má de avaliar, desculpem, aferir as coisas) da seriedade do processo. Mas… talvez mais importante seja saber a que ponto há margem para esse rejuvenescimento se efectuar mesmo. Porque se é para entrar apenas malta tão cansada e desanimada (ou mais) do que a que está, pouco muda, tirando umas poupanças na rubrica dos salários. Se é para rejuvenescer mesmo e acabar com a indecorosa forma como se obriga actualmente os contratados a completar horários em itinerância, então talvez alguma coisa possa mudar. Por isso, antes de mais, será importante saber se isto é para rejuvenescer menos de 0,5% do corpo docente (como aconteceu na vinculação extraordinária de Nuno Crato), se é para abrir vagas cirúrgicas para que alguém entre e fique em condições de outros voos (don’t ask, don’t tell), se é mesmo para que alguma coisa mude, seja o que voa, seja o que está parado.

Cadeiras