O Formato do Sexo

A questão da educação sexual nas escolas aborrece-me pela inconsequência de que se reveste há muito. No entanto, aprecio bastante o discurso que em seu redor se levanta sempre que o assunto volta à agenda mediática.  Em especial quando dominado por especialistas, esse discurso assume formas como esta:

Numa relação interpessoal e intercomunicativa, o processo educativo deverá contribuir para o desenvolvimento harmonioso de cada pessoa, na sua pluridimensionalidade, e para o exercício de uma cidadania crítica e participativa no sentido da construção de uma cultura e de uma sociedade cada vez mais humanas.

(…)

Assim, se esta imposição (pois é disso que se trata) do Ministério da Educação viesse a ser implementada, seria a manifestação evidente do Estado como “um aparelho de dominação”, desrespeitando não apenas os alunos e as suas famílias, mas também os demais cidadãos a quem tem a obrigação de servir, no cumprimento das normas de um autêntico Estado de Direito.

Mesmo sem se ler o currículo da escrevente, quase se consegue reconstituir a geração, formatação, desculpem, formação intelectual e posição assumida no tema. Em regra a de dominada pelo missionário e vazia de intercomunicabilidade significativa ao tacto.

Sorry.

Não deu para resistir à tentação, incluindo a copulativa envolvida.

Kama

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