Violência

Estúpida. Cruel. Gratuita. Triunfal. Normalizada. Filmada. Repetida. Multiplicada. Normalizada para consumo, indignação ocasional e contextualizações inanes sobre idades, enquadramentos jurídicos e – nunca esquecer – falar muito da escola de que os agressores são alunos. Mesmo se nada se passou na escola, mas sim na rua, a céu aberto, diante de prédios com gente lá dentro e certamente a passar por perto. Num espaço indiferenciado, anódino, próximo de muitos de nós, com filhos de gente certamente muito indignada com muita coisa. Por favor, não me venham com o papel da escola e o efeito das famílias destruturadas, minoritárias. Eu conheço muito labrego juvenil, com família nuclear estável, sem ser de minoria étnica, capaz disto e pior. Às vezes, é só espreitar lá para fora e vê-los e ouvi-los com a boca cheia de tudo o que a ascendência respeitável tem na cabeça. E não fingirmos que não demos por nada. Como de costume. Com medo que da próxima seja alguém nosso.

Arame

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