Oxalá

Que alguns dos que elogiaram muito a coragem da SE na disputa com os colégios com contrato de associação não acabem ultrapassados no concurso de vinculação extraordinária por pessoal que tenha saído deles com muitos anos de serviço sem terem para isso passado por qualquer concurso público de colocação. Porque, a ficarem assim as coisas, adivinham-se umas coisas mesmo extraordinárias.

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11 thoughts on “Oxalá

  1. Na Vinculação Extraordinária não aconterá com facilidade, mas nas 2.000 vagas que estão reservadas para o Concurso Externo vai ser um fartote porque vai tudo na segunda prioridade! Um abraço.

    1. Estão todos muito preocupados com o facto dos docentes do privado virem a ocupar as vagas no concurso público, esquecendo que um possível aumento do número de turmas na escola pública se deve ao despedimento destes professores … falta de bom senso ou egoísmo?

      1. Nem uma coisa, nem outra. A mim, parece que o número de turmas não aumentou de acordo com o número de alunos que ingressou no ensino público, pois foram muitos deles distribuídos por turmas existentes.

        Egoísmo – ou coisa pior – é fazer uma carreira sem concursos públicos, nas calmas, sem passar por qualquer crivo que não seja a boa vontade do empregador/despedidor e querer entrar em igualdade de circunstâncias por quem está há 20 anos a concorrer com base numa lista ordenada e classificada.

        Que me recorde, nunca vi a muita gente reclamar que para as turmas pagas pelo Estado no privado contratassem professores em método igual ao das escolas públicas.

  2. Egoísmo é… fazer uma carreira paga pelo Estado em boa parte, com regras próprias e estatuto específico, quantas vezes tratando com sobranceria as escolas públicas, e agora querer ver a correr pedir o lugarzinho à mesa que diziam não prestar.

  3. … o grande respeito que tenho pelos colegas das escolas públicas nunca me permitiria afirmar que ocupavam um lugarzinho que não presta….a todos um bem haja pelo bom trabalho que desde sempre reconheci…
    ….também as carreiras do estado foram pagas com os meus descontos…apesar do aparente estatuto …. pois que tenho que dar mais que 22 horas letivas…e nao 6, 7, 8, ….
    …. Não peço lugarzinhos, pois a minha vida tem-se norteado por princípios…
    As regras não foram por mim estabelecidas, pois que o tempo de serviço é reconhecido pelo ME e isso já estava estabelecido aquando ingresso nesta carreira… e isso sim fez-me tomar decisões…não se deve é mudar as cartas do baralho a meio do jogo… e tal não desejo a ninguém.
    Bem haja.

    1. A minha vida não é afectada por este concurso, mas sim por sucessivas mudanças de regras a meio do jogo em todos os aspectos da minha carreira e vida nas escolas públicas.

      Esta é uma guerra que só é minha por tabela, porque não gosto de ultrapassagens pela faixa de emergência.

      1. Em final de carreira também a minha vida não é afetada. Contudo as regras não são feitas pelos professores nem para os professores, nem da pública nem do privado, e esses sim tem sido o mexilhão em ambos os lados. Portanto deixo aqui o meu apreço pelo bom trabalho desenvolvido por todos.

      2. Se cá faltasse a falácia “dos meus impostos” é que me espantava. Os meus descontos/impostos/o que seja também pagam as estradas que passam à frente dos colégios e, quantas vezes, os terrenos que entidades públicas cederam para construção de tanta coisa, incluindo colégios ditos “privados”.

        Eu não argumentaria por aí…

        O que está em causa são opções de carreira… nunca ouvi nenhum professor do ensino privado pedir para existir um concurso público para provimento de vagas para leccionar a alunos pagos pelo Estado.

  4. Efectivamente são opções de carreira, e em ambos os lados as alterações das regras têm consequências … por vezes desastrosas par muitos
    Os colégios não são dos professores que lá trabalham, e há que não confundir professores e patrões dos …e também paguei as estradas que lá passam, por vezes com sangue suor e lágrimas…

    1. Nunca confundi. Até porque conheço melhor esse mundo do que pode parecer.
      As alterações das regras foram uma regra na última década no ensino público. Acho que sabe disso e quanto sofreram mais de 100.000 professores, muitos dos quais empurrados para fora do ensino público, apresentados como incapazes e capitalizando muito ensino privado nisso, sem que se verificasse qualquer solidariedade dos colegas do privado, por medo, por outras razões, seja o que for.

      Claro que há gente com enorme mérito que não merece ficar sem emprego. Claro. Em todos os sectores.

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