Corporativismos

Em tempos, fui qualificado como “corporativo” por teóricos companheiros de profissão, pois sempre defendi que as lutas dos professores eram específicas e ganhavam maior mobilização quando não se diluíam nos protestos globais da administração pública. Incluo nisso as greves. As pessoas sindicais inteligentes chamaram-me diversas coisas (e à minha progenitora também), entre as quais a dita “ofensa” de eu considerar que a Educação é um sector que merece mobilizar-se por si mesmo, sem indiferenciações.

Dito isto, nada tenho contra greves conjuntas de pessoal docente e não docente, quando boa parte dos seus problemas é comum. Ou seja, quando a FNEprof decide convocar uma greve unitária no sector da Educação devido ao congelamento de carreiras e valorização profissional, interrogo-me acerca da razão de não ter estendido o protesto a todos os que trabalham nas escolas. Até porque dizem que foi mais do que mais e mais e mais do que alguma vez foi.

Já sei… os gurus puseram o dedo no ar com cuspo e conseguiram detectar o sentido do vento e não era vermelho. A vanguarda sabe sempre onde está o sentir da rectaguarda.

Porra, pázinhos! Depois não me venham com a luta anual do costume dos tempos do guterrismo.

sindicatooo

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