Porto-Sporting

Dando provas do meu inabalável sportinguismo, em vez de estar a ver o jogo, vou para um debate na Biblioteca da Moita sobre Educação (que a começar às 21.00 deve ter quase uma mão cheia de gente por lá), acreditando que eles são capazes de dar uns quatro secos aos dragões sem a minha ajuda. acredito nisto, em segundo lugar, para chatear um asqueroso ex-dirigente de outro clube que no início da semana dizia que os sportinguistas iriam estar desejosos que o próprio clube perdesse só para atrapalhar terceiros, talvez medindo os outros pela sua própria baixeza. A primeira razão para ganhar é porque os jogos são para ganhar e pronto.

Quanto ao debate, atendendo às circunstâncias, garanto que vais ser mesmo para me divertir sem pimenta na língua.

Bola

Aprendam

Mesmo se eles vivem sempre.

O processo judicial avançado por 39 fundos estrangeiros que compraram acções do BES, no último aumento de capital, foi declarado extinto pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, pelo facto de ter estado parado mais de seis meses, à espera da tradução de ofícios, a cargo do escritório CMS Rui Pena & Arnaut.

O gabinete de advogados contesta a contagem dos prazos feita pelo tribunal e garante que vai recorrer da decisão do juiz. Mas até decisão em contrário, o processo onde eram reclamados 106 milhões de euros fica parado.

Os visados da acção eram 31 administradores e directores de várias entidades, com destaque para altos responsáveis do BES, incluindo Ricardo Salgado, do Haitong Bank (antigo BESI), da KPMG, entre outros. Na base da acusação está a informação, considerada enganosa, que constava no prospecto do aumento de capital realizado em Junho de 2014, cerca de dois meses antes da medida de resolução do BES, a 3 de Agosto de 2014, que determinou perda total para os accionistas. O Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliário (CMVM) não foram visados nesta acção.

F3.ChapeusHaMuitos

Factos Alternativos

Uma das principais estrategas de Trump inventou um massacre para justificar as suas posições. Não me espanta a invenção de factos destinados a justificar acções e provocar reacções. O nosso actual presidente já o fazia com a designação de “factos políticos” há 35 anos e fez escola: é raro o analista ou comentador político comprometido com uma agenda política que não apareça a inventar factóides e estatísticas a gosto. Mas mesmo para quem tem pouca memória existem agora os motores de busca e as coisas descobrem-se com facilidade, apesar da proliferação de fake news. O escrutínio destas palhaçadas por uma imprensa forte e íntegra é essencial.

O problema é quando a própria comunicação social é um veículo para as truncagens, distorções e puras ficções, porque para sobreviver é preciso alugar parte do espaço ao demo ou fazer parcerias com os seus enviados. Quantas vezes quem domina um bocadinho de um assunto percebe que dada notícia, certo indicador que é destacado, determinada conclusão de um “estudo” não passa de pura invenção multiplicada de forma quase sem controle – muito menos da veracidade dos factos – como uma qualquer crónica do émeéssetê ou uma prédica do m&m? Quantas vezes se gasta dinheiro a fazer a cobertura do temporal que não há, enquanto se abdica de investigar a sério o que é afirmado pelos políticos e pelos seus gabinetes de comunicação, de e para onde transitam sem especial período de nojo profissionais da informação?

Como se interrogava Nuno Garoupa há uns dias, alguma vez saberemos exactamente quem, neste mundo da informação e da política, teve a oportunidade de um crédito a gosto com spread zero para a sua casa de sonhos?

Magoo