Municipalização

Ainda ontem alguém ligado ao PS me confirmou que a questão é para estar resolvida no primeiro trimestre deste ano, tendo ouvido isso ao próprio ME. Ou seja, enquanto muito pessoal anda distraído com as vinculações e concursos, a coisa avança nos bastidores, com o silêncio conivente dos que se tinham afirmado inimigos figadais de tal processo. E ninguém me contou porque, ainda há dois anos, em tempos finais do governo PSD-CDS, vi eu com estes meus olhinhos pequenitos o grande lutador mário a gritar a sua indignação e impossibilidade de aceitação da municipalização da Educação em seminário do CNE. Mas… em tempos de geringonça, os operacionais fazem o que lhe mandam e ele é um homem disciplinado e vai aparecer a dizer que o cocó já não é cocó, porque cheira a rosas. Traduzindo… porque a gestão do pessoal docente não passa directamente para as autarquias – se parte da gestão do currículo passar, garanto-vos que passa indirectamente – vai aparecer a dizer que está tudo bem. Mesmo se isso já no governo anterior tinha sido decidido. E é assim que só quem já não quer saber de nada mantém algum crédito na palavra desta malta que inventou a pós-verdade dos factos alternativos muito antes do trump. Com jeitinho, ainda concordarão na “aproximação” trazida pela “descentralização” e apoiarão que existirá, assim, mais “autonomia. Tudo numa enorme coligação que desta vez vai muito além do pântano central, porque a geringonça assim obriga e não se avaria por causa dessa corporativices. Tudo em troca de uns lugares intermédios regionalizados a sul e no vale do Tejo.

Zepov