Municipalização

Ainda ontem alguém ligado ao PS me confirmou que a questão é para estar resolvida no primeiro trimestre deste ano, tendo ouvido isso ao próprio ME. Ou seja, enquanto muito pessoal anda distraído com as vinculações e concursos, a coisa avança nos bastidores, com o silêncio conivente dos que se tinham afirmado inimigos figadais de tal processo. E ninguém me contou porque, ainda há dois anos, em tempos finais do governo PSD-CDS, vi eu com estes meus olhinhos pequenitos o grande lutador mário a gritar a sua indignação e impossibilidade de aceitação da municipalização da Educação em seminário do CNE. Mas… em tempos de geringonça, os operacionais fazem o que lhe mandam e ele é um homem disciplinado e vai aparecer a dizer que o cocó já não é cocó, porque cheira a rosas. Traduzindo… porque a gestão do pessoal docente não passa directamente para as autarquias – se parte da gestão do currículo passar, garanto-vos que passa indirectamente – vai aparecer a dizer que está tudo bem. Mesmo se isso já no governo anterior tinha sido decidido. E é assim que só quem já não quer saber de nada mantém algum crédito na palavra desta malta que inventou a pós-verdade dos factos alternativos muito antes do trump. Com jeitinho, ainda concordarão na “aproximação” trazida pela “descentralização” e apoiarão que existirá, assim, mais “autonomia. Tudo numa enorme coligação que desta vez vai muito além do pântano central, porque a geringonça assim obriga e não se avaria por causa dessa corporativices. Tudo em troca de uns lugares intermédios regionalizados a sul e no vale do Tejo.

Zepov

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5 thoughts on “Municipalização

  1. Não sou admirador do Costa Primeiro, mas uma coisa há que reconhecer: tem jeito para amansar as feras. Ou calar os palhaços. Artes circenses, em suma.
    É por estas e por outras que não sou sindicalizado.

  2. Numa intervenção da A. Leitão, posta a circular por altura da polémica com os contratos de associação, esta refere que não fazia sentido os diretores das escolas terem que se preocupar “com o vidro partido”. Como exemplo de uma competência que não deve ser nas escolas. Quando se há competência que às escolas devem ser atribuídas, pela proximidade e rapidez, é precisamente esta. Ligar ao autarca do sítio para uma matéria destas é hilariante.

  3. Há cerca de 4 /5 anos que me apercebi de que este era uma processo irreversível, pois notei, no concelho onde vivo e leciono, uma nítida confluência de posições entre os políticos locais do PSD e PS.
    Mais ainda, já na altura achava que qualquer um destes partidos dava, a nível local, uma especial proteção ao ensino privado, como se veio a verificar posteriormente, em 2016, numa posição da Assembleia Municipal deste mesmo concelho sobre o assunto, invetivando a posição do governo.
    Não conheço os ambientes locais dominados pelo PCP, mas não sei se serão assim tão diferentes.
    Também tenho muitas dúvidas sobre o que pensam os professores sobre o assunto, (não o que dizem que pensam), porque olhando ao meu redor entre várias dezenas de colegas que têm filhos em idade escolar a frequentar o ensino básico, a maioria opta por os ter, não no sistema público onde trabalham, mas nas escolas com contrato de associação. Como no ensino secundário não existem por cá contratos de associação, vão todos para o público.
    Parece-me haver uma larga maioria a querer a municipalização, apesar de alguns afirmarem o contrário.
    Infelizmente para mim, ainda tenho só 30 anos de serviço, e vou ter que gramar com todos estes “autarquistas” alguns anos.

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