Sociologia do Agressor

É aquela para quem quem leva pancada é culpado de vitimização e o agressor uma vítima da sociedade. Em que as regras atrapalham a vida dos que as não seguem. Percebe-se, depois, que os operacionais desta sociologia da treta se sintam confortáveis com certas práticas políticas (e não só) que só são criminalizáveis se existirem leis, sendo que isso é arbitrário. Esticando um pouco a lógica de tubérculo, só há doenças porque os médicos as diagnosticam, a polícia é um aparelho repressor de pessoas que só são ladrões ou homicidas porque regras humanas assim o definem. Nas escolas, os alunos que são maltratados pelos outros apenas têm uma percepção exagerada dos seus direitos à integridade e os professores que tentam promover um ambiente de segurança para as aprendizagens não passam de cripto-fascistas autoritários e anacrónicos. Os heróis são os “rebeldes” que fazem lembrar ao sociólogo da treta aquilo que ele se calhar quis ser e não conseguiu porque algum@ professor@ o traumatizou em piquinino, para usarmos aqui um cliché, quiçá válido, da psicologia da treta.

Quando o ps chega ao governo, esta sociologia da treta renasce com os respectivos observatórios associados, aqueles que conseguem sempre demonstrar que a violência e indisciplina nas escolas não existe, a menos que sejam outros os partidos no governo. Num outro mundo, ligeiramente mais lúcido, quem observasse estas coisas, daria nula credibilidade a esta malta que sobrevive na base do ajuste razoavelmente directo para a produção de estudos com as conclusões escritas à cabeça. Isto sou eu a lançar suspeições? Nem tanto, apenas observo a repetição do padrão nas conclusões e anos de produção. No nosso mundo, eis que voltam a colocar a cabecinha de fora. Ainda veremos as novas NO a ser avaliadas pelo monge capuchinho.

fake

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3 thoughts on “Sociologia do Agressor

  1. In the target… Só me resta acrescentar que não é só à esquerda que isto acontece… Há por aí uma malta do reviralho que descobriu que a pedagogia delicodoce pode dar umas belas ”massas”.
    Multiplicam-se os ”especialistas” e os institutos que pretendem explicar os ”professorzecos”, em geral, a ciência infusa… Tudo em maneiras desinteressadas…

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