As Gorduras do Currículo

Primeiro foram as Artes… e a maioria pouco se chateou…*

goya-19

(* – já ninguém pede o regresso do par pedagógico e da EVT?)

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3 thoughts on “As Gorduras do Currículo

  1. EVT: as escolas foram amputadas de morte de uma das disciplinas que os alunos mais gostavam, uma das que tinha mais sucesso escolar e das poucas que ainda iam tirando o aluno da cadeira na qual está cada vez mais tempo amarrado. Ninguém se questiona como é que o mesmo trabalho que era feito com 2 professores agora passou a ser feito apenas com 1? Não, porque ninguém quer saber. As escolas tornaram-se armazéns de alunos orientados por umbigos e geridos por egos. A classe morreu desde que Maria de Lurdes Rodrigues “perdeu os professores mas ganhou os pais” dividindo para reinar. O medo que se apoderou dos professores nas escolas propiciou que deixasse de haver uma classe e passasse a haver o salve-se quem puder. Deixou de haver uma união e na melhor das hipóteses optou-se pelo corporativismo de lobies que viam uma lotaria na desgraça alheia. A histeria foi coletiva e voltou-se ao tempo da caça às bruxas ou aos judeus como há meio milhar de anos atrás. Criou-se a EVT há 25 anos com 5 tempos e eliminou-se os trabalhos manuais e a Educação Visual que tinham um total de 8 tempos e 3 professores. Atirou-se a matar à EVT quando se reduziu de 5 para 4 tempos letivos no início do século. Depois no governo Sócrates queria-se extinguir o par pedagógico e a oposição de direito disse que isso nunca se deveria fazer. Caiu o governo Sócrates e Nuno Crato cumpriu a sua palavra. não reduziu o par pedagógico a EVT; limitou-se a separar gémeos siameses inseparáveis que ficaram ambos coxos e depois já pode acabar com o par pedagógico em cada uma das disciplinas porque EVT deixou de existir. Enquanto na Finlândia as equipas pedagógicas funcionam com vários professores em sala de aula a dar apoio especializado e multidisciplinar, por cá vai- se cortando. Se olharem com atenção para a minha descrição repararão que em 25 anos se passou de um conjunto de 3 professores para 8 tempos para 1 professor para 4 tempos letivos. Aos outros professores pouco lhes interessa se isso era bom ou mau. Os outros grupos disciplinares apenas se preocuparam em assistir à queda e atirarem-se à carcaça. Ninguém se pergunta como é possível fazer o mesmo ou mais com muito menos. Na realidade fazemos bem menos e saímos das aulas exaustos, sem falar das inúmeras vezes em que ficamos horas na escola ou nos intervalos a acabar/adiantar trabalhos ou levamos muito para casa porque é impossível fazer-se sendo apenas um professor em sala de aula. Muitos trabalhos mais técnicos/tecnológicos foram riscados da aula porque nenhum professor de bom-senso deixa alunos sozinhos a trabalharem com ferramentas e máquinas potencialmente perigosas. Mesmo assim não é raro um aluno magoar-se a si ou a outros com pistolas termofusíveis (de cola quente) ou com materiais cortantes…). Resultado: a disciplina de EVT (EV e ET) ficou mais parecida com as demais. Os alunos passam grande parte do tempo amarrados à cadeira, sem criar sem resolver problemas, sem aliar o saber ao saber fazer, sem ação. A literacia artística foi diminuída nos currículos e a sua missão teórico-prática desconsiderada. Assim também não dá despesa, desde que os alunos estejam sentadinhos a ler ou a absorver conteúdos durante grande parte do tempo ou a fazer desenhinhos ou fichinhas, ótimo. A EVT (EV e ET) do trabalho das competências com uma visão multidisciplinar que promovia a procura de soluções para resolver problemas alicerçada no trabalho de projeto aliando o saber ao saber fazer, propiciando a autonomia, incentivando a inovação, o pensamento reflexivo, crítico e criativo, a técnica e a tecnologia, que, em última análise, adequam-se à nova realidade e exigências do presente e do futuro, foi esquecida com o ressuscitar do fanatismo do saber ler, escrever e contar, que era o dogma da escola de há meio século atrás. Criou-se a ideia das disciplinas estruturantes e ficámos parados no tempo.Deixou de haver uma formação integral do indivíduo e num mundo virado para a inovação, para a criatividade e para a tecnologia, voltámos ao tempo da “velha senhora”. Alguém quis saber de EVT? Sim os professores do grupo disciplinar 240 – EVT, porque de resto, nos atuais armazéns de alunos todos viram a cara e disfarçadamente olham para o lado tentando ignorar o elefante que está no meio da sala. Tanto mais havia para dizer acerca deste enorme retrocesso, mas não me quero alongar.
    Resta-me apenas dar os parabéns ao Paulo Guinote, alguém que jamais poderia ser Ministro da Educação, pois a classe política rege-se por outros valores que não os da razão.

  2. EVT: as escolas foram amputadas de morte de uma das disciplinas que os alunos mais gostavam, uma das que tinha mais sucesso escolar e das poucas que ainda iam tirando o aluno da cadeira na qual está cada vez mais tempo amarrado. Ninguém se questiona como é que o mesmo trabalho que era feito com 2 professores agora passou a ser feito apenas com 1? Não, porque ninguém quer saber. As escolas tornaram-se armazéns de alunos orientados por umbigos e geridos por egos. A classe morreu desde que Maria de Lurdes Rodrigues “perdeu os professores mas ganhou os pais” dividindo para reinar. O medo que se apoderou dos professores nas escolas propiciou que deixasse de haver uma classe e passasse a haver o salve-se quem puder. Deixou de haver uma união e na melhor das hipóteses optou-se pelo corporativismo de lobies que viam uma lotaria na desgraça alheia. A histeria foi coletiva e voltou-se ao tempo da caça às bruxas ou aos judeus como há meio milhar de anos atrás. Criou-se a EVT há 25 anos com 5 tempos e eliminou-se os trabalhos manuais e a Educação Visual que tinham um total de 8 tempos e 3 professores. Atirou-se a matar à EVT quando se reduziu de 5 para 4 tempos letivos no início do século. Depois no governo Sócrates queria-se extinguir o par pedagógico e a oposição de direito disse que isso nunca se deveria fazer. Caiu o governo Sócrates e Nuno Crato cumpriu a sua palavra. não reduziu o par pedagógico a EVT; limitou-se a separar gémeos siameses inseparáveis que ficaram ambos coxos e depois já pode acabar com o par pedagógico em cada uma das disciplinas porque EVT deixou de existir. Enquanto na Finlândia as equipas pedagógicas funcionam com vários professores em sala de aula a dar apoio especializado e multidisciplinar, por cá vai- se cortando. Se olharem com atenção para a minha descrição repararão que em 25 anos se passou de um conjunto de 3 professores para 8 tempos para 1 professor para 4 tempos letivos. Aos outros professores pouco lhes interessa se isso era bom ou mau. Os outros grupos disciplinares apenas se preocuparam em assistir à queda e atirarem-se à carcaça. Ninguém se pergunta como é possível fazer o mesmo ou mais com muito menos. Na realidade fazemos bem menos e saímos das aulas exaustos, sem falar das inúmeras vezes em que ficamos horas na escola ou nos intervalos a acabar/adiantar trabalhos ou levamos muito para casa porque é impossível fazer-se sendo apenas um professor em sala de aula. Muitos trabalhos mais técnicos/tecnológicos foram riscados da aula porque nenhum professor de bom-senso deixa alunos sozinhos a trabalharem com ferramentas e máquinas potencialmente perigosas. Mesmo assim não é raro um aluno magoar-se a si ou a outros com pistolas termofusíveis (de cola quente) ou com materiais cortantes…). Resultado: a disciplina de EVT (EV e ET) ficou mais parecida com as demais. Os alunos passam grande parte do tempo amarrados à cadeira, sem criar sem resolver problemas, sem aliar o saber ao saber fazer, sem ação. A literacia artística foi diminuída nos currículos e a sua missão teórico-prática desconsiderada. Assim também não dá despesa, desde que os alunos estejam sentadinhos a ler ou a absorver conteúdos durante grande parte do tempo ou a fazer desenhinhos ou fichinhas, ótimo. A EVT (EV e ET) do trabalho das competências com uma visão multidisciplinar que promovia a procura de soluções para resolver problemas alicerçada no trabalho de projeto aliando o saber ao saber fazer, propiciando a autonomia, incentivando a inovação, o pensamento reflexivo, crítico e criativo, a técnica e a tecnologia, que, em última análise, adequam-se à nova realidade e exigências do presente e do futuro, foi esquecida com o ressuscitar do fanatismo do saber ler, escrever e contar, que era o dogma da escola de há meio século atrás. Criou-se a ideia das disciplinas estruturantes e ficámos parados no tempo.Deixou de haver uma formação integral do indivíduo e num mundo virado para a inovação, para a criatividade e para a tecnologia, voltámos ao tempo da “velha senhora”. Alguém quis saber de EVT? Sim os professores do grupo disciplinar 240 – EVT, porque de resto, nos atuais armazéns de alunos todos viram a cara e disfarçadamente olham para o lado tentando ignorar o elefante que está no meio da sala. Tanto mais havia para dizer acerca deste enorme retrocesso, mas não me quero alongar. Apenas dar os parabéns ao Paulo Guinote, alguém que jamais poderia ser Ministro da Educação, pois a classe política rege-se por outros valores que não os da razão.

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