Exílio?

Estou a considerar pedir, qual deputado madeirense tresloucado, exílio ao Principado da Pontinha, com a exigência adicional que me cortem qualquer ligação de banda larga (se é que existe) para não ter a tentação de produzir “ruído” sobre toda e qualquer medida na área da Educação tomada, a tomar, em projecto de tomada, em esboço de rascunho, em pensamento remoto, o que seja, pelos responsáveis da geringonça educativa.

Porque, como todos sabeis, quem estiver contra a actual situação é porque é um desinformado e anacrónico cratista, adepto de tortura infantil e da utilização de petizes nas minas da panasqueira (calma, não é piada à João Braga), com direito a meia sardinha em pão negro à hora de almoço e sopas de cavalo cansado ao deitar e levantar com o sol a aparecer no horizonte.

Como é do conhecimento geral, quem está contra (est)a mudança é um imobilista, conservador e defensor de um modelo ultrapassado de escola, incapaz de ver o futuro como ele é radioso como sempre foi desde que o inventaram. Quem está contra a mudança definida por quem é virtuoso por oposição ao que foi é porque é igual ao que foi e não vê mais nada. É um perigo para a sociedade, um produtor de white noise sobre o que desconhece (mesmo que conheça), um empecilho ao progresso. Um tipo que diz e escreve sempre coisas erradas, a menos que seja contra os certos.

Principado da Pontinha, pois, porque as Berlengas andam muito turísticas e nas Selvagens ainda há cagarras traumatizadas pela cavaquice.

Não, não levo a teodora milagreira comigo. Isso queriam vocêses que só gostam dela conforme o orçamentista que ela critica.

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