Exílio?

Estou a considerar pedir, qual deputado madeirense tresloucado, exílio ao Principado da Pontinha, com a exigência adicional que me cortem qualquer ligação de banda larga (se é que existe) para não ter a tentação de produzir “ruído” sobre toda e qualquer medida na área da Educação tomada, a tomar, em projecto de tomada, em esboço de rascunho, em pensamento remoto, o que seja, pelos responsáveis da geringonça educativa.

Porque, como todos sabeis, quem estiver contra a actual situação é porque é um desinformado e anacrónico cratista, adepto de tortura infantil e da utilização de petizes nas minas da panasqueira (calma, não é piada à João Braga), com direito a meia sardinha em pão negro à hora de almoço e sopas de cavalo cansado ao deitar e levantar com o sol a aparecer no horizonte.

Como é do conhecimento geral, quem está contra (est)a mudança é um imobilista, conservador e defensor de um modelo ultrapassado de escola, incapaz de ver o futuro como ele é radioso como sempre foi desde que o inventaram. Quem está contra a mudança definida por quem é virtuoso por oposição ao que foi é porque é igual ao que foi e não vê mais nada. É um perigo para a sociedade, um produtor de white noise sobre o que desconhece (mesmo que conheça), um empecilho ao progresso. Um tipo que diz e escreve sempre coisas erradas, a menos que seja contra os certos.

Principado da Pontinha, pois, porque as Berlengas andam muito turísticas e nas Selvagens ainda há cagarras traumatizadas pela cavaquice.

Não, não levo a teodora milagreira comigo. Isso queriam vocêses que só gostam dela conforme o orçamentista que ela critica.

berlengas

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2 thoughts on “Exílio?

  1. Também vou, mas só depois de passar pela Santa Mesa dos pós-modernos. Sendo que os meus pecados não são veniais, admitindo que sobrevivo em apostasia, à Nova Luz, presumo que nem mesmo no no Principado da Pontinha, em recolhimento, silício e casqueiro seco, poderei redimir as minhas culpas, que passarei a discriminar: amante das carnes vermelhas e e dos fumados, em geral, com lenha de carvalho; descendente de Velhas Donas do Noroeste Peninsular onde a educação era pouca conversa à canalha e chibata no lombo; descendente de criador de porcos, gado de pena e” vacuum” ; igualmente descendente de velhos caçadores e pescadores de truta, e peixes de igual natureza, que, depois do devido tratamento, eram estrugidos entre fatias de presunto e banha;” desadepto”, por inaptidão e ronha, da vida moderna , das meditações orientais , de qualquer solução salvífica para o Mundo e para a Natureza Humana , em geral…
    O que é que isto tem a ver com o proselitismo da Nova Educação ”geringonçal” ? Se calhar nada….! Mas ficarei como o disciplino incrédulo, à espera de colocar os dedos na Chaga, ou, de outro modo, de quebrar os dentes na poeira da Estrada para Damasco… e sem paciência nenhuma para aturar tolices e ”fumos de fidalgo” !

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