O Alexandre Gosta de Escandinavas

Escolas, entenda-se. Ainda há um par de anos eram as (escolas) suecas que ele exaltava com a sua reforma descentralizadora, desreguladora e privatizadora. Perante o fracasso da reforma, eis que agora aponta às (escolas) finlandesas como exemplo a seguir, não interessando nada que seja um sistema quase completamente público. Afinal, até um conservador tem direito a mudar de ideias e defendê-las com a convicção de sempre. Aguardo pela mudança para as (escolas) norueguesas.

Marty

(só um detalhe… ninguém leva os alunos para o século XXI, eles já estão… e nós também, por muito que nos queiram fazer crer no contrário…)

Tem a sua Lógica!

Se a escolaridade é de 12 anos e o sucesso deve ser a regra, para quê estabelecer nota mínima para o acesso ao Ensino Superior? Gosto da parte da “confiança” nas escolas secundárias, em especial se a liberdade para definir regras de ingresso passar para as Universidades e, assim, deixarem de poder queixar-se de lá entrarem quem não percebe do assunto.

Não percebo é porque não se propõe, em conformidade, o fim dos exames do Secundário, passando apenas a existir exames no Superior.

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Mas os Outros Fizeram o Mesmo!

Alguns amigos meus e apoiantes acérrimos da geringonça gostam de me dizer, sempre que critico as políticas (ou tentativas de…) do ME, que eu pareço querer o regresso do “cratismo” e que pareço esquecer-me que “eles” também faziam as coisas destas maneira (mal preparada, desconexa, ao empurrão, com argumentações maniqueístas, nem sempre do modo mais transparente).

E eu concordo que faziam. E discordava. Como dos outros antes deles.

Por isso mesmo é que – tendo eu defendido de forma clara a geringonça global (pelo que recebi as naturais críticas de cripto-esquerdista e vermelhusco) e esta solução de apoio ao governo logo em 2009 (há gente que nessa altura fez o possível por passar despercebida) – eu considero essencial que “estes” se saibam distinguir dos “outros” não apenas pelos fins, mas também pelos meios.

Já tinha percebido há anos que isto me torna um mestiço, um frequentador da terra de  (quase) ninguém, pois há quem ache que defender o seu território pode ser feito com as mesmas armas tóxicas que envenenaram isto tudo desde o engenheiro ou mesmo do cherne da tanga e dos vários projectos de comunicação política, como os famosos abrantes e amigos, de que esta malta tem imensos problemas em demarcar-se, nem que seja pelo que lhes deve.

Isto nem é uma questão de puritanismo ético, é apenas um esforço por encontrar alguma vergonha na cara dos que gostaríamos que fossem os “nossos”. Chega de discípulos do pinócrates.

grilo (1)

 

Línguas

Apesar de ir sabendo o que algumas pessoas muito respeitáveis andam a dizer de mim em off, só porque apresentei informações que são de acesso público num documento enviado para a comunicação social e não só, decidi não publicar o triste mail que acompanhava esse mesmo documento e que – por muito que existisse pressa e tenhamos compreensão com as naturais gralhas – dificilmente se pode aceitar como enviado por um grupo de associações de professores, algumas delas de línguas, incluindo o Português. Há patamares mínimos de exigência, por muito que se aborde de forma transversal a língua materna.

Lingua