Os Pés de Barro da Escolaridade Obrigatória de 12 Anos

As visitas vip de gente notável não resolvem nada. Mas dão boas photo-ops.

“Bem-vinda ao inferno!” Foi assim que Maria Manuel se sentiu quando o seu filho de 16 anos ingressou no ensino secundário e todas as portas se começaram a fechar. “As escolas secundárias não têm capacidade para acolher deficientes profundos”, como é o caso do seu filho, disse num dos muitos testemunhos de pais e jovens com necessidades educativas especiais (NEE) que foram apresentados nesta quarta-feira na Assembleia da República, numa iniciativa promovida pelo grupo de trabalho da educação especial da comissão parlamentar de Educação.

Durante quase cinco horas sucederam-se relatos sobre a exclusão destes jovens, sobre as lutas permanentes que eles e os pais têm de travar, sobre a incompreensão dos professores e dos outros estudantes face à diferença. É o caso de Inês, que tem 13 anos e que desde há muito chega a casa a chorar: “Fico todos os recreios sem brincar”, conta. E na aula o que fazes? Pergunta-lhe a mãe: “Fico a olhar para o professor.”

Tristesse

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One thought on “Os Pés de Barro da Escolaridade Obrigatória de 12 Anos

  1. Enquanto se insistir em tratar como igual aquilo que é diferente, continuaremos a ter destes relatos.
    Estes são miúdos e miúdas que precisam de ser acompanhados por pessoas com competências específicas para responderem às suas necessidades.

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