Deus lhe Perdoe!

Porque eu nem por isso.

Arrepia-me a forma como gente tão espiritual trata estes temas com uma agenda tão materialista. Apesar de muita asneira escrita a este respeito, digamos que a prosa do senhor padre Gonçalo Portocarrero de Almada me parece ganhar o prémio de maior (hipócrita) oportunista desta Páscoa.

Seria injusto julgar todo o ensino estatal por esta infeliz experiência, que se repete anualmente, ante a indiferença geral.

(…)

Milhares de alunos de várias escolas públicas do norte ao sul do país, rumaram em direcção às costas espanholas, com o intuito de aí anteciparem os festejos pela conclusão dos seus estudos liceais. São turbas de vândalos, que recebem o nome pomposo de finalistas e que, todos os anos, decidem fazer uma expedição punitiva por terras de Castela.

(…)

Seria injusto julgar todo o ensino estatal por esta infeliz experiência, que se repete anualmente, ante a indiferença dos pais, dos professores, das escolas públicas e do Ministério da Educação.

(…)

Todos os anos também, na mesma época das férias da Páscoa, milhares de jovens europeus aproveitam para ir a outros países, visitar museus e participar em actividades culturais. (…) Para além das actividades de natureza religiosa, a cargo dos capelães dos seus colégios, também realizam trabalhos de índole cultural e desportiva: por uma estranha mutação genética, as suas hormonas não os levam a atirar com televisões para banheiras, mas a ajudar os outros, sobretudo os mais necessitados. Se não fossem alunos de colégios privados, que contam com a assistência espiritual de padres da prelatura do Opus Dei, decerto que seriam notícia. Se houvesse mais hormonas, álcool e drogas, a cobertura mediática estaria decerto garantida.

Mateus2

 

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5 thoughts on “Deus lhe Perdoe!

  1. A parte positiva das casas de função das seitas católicas é ajudarem a libertar as alas psiquiátricas dos hospitais. Os miúd@s do planalto, mira rio, cedros e horizonte são a terapia do escriba.

  2. Acho muito normal que o Chenhôr padre Gonçalo das não-sei-quantas veja o mundo e os acontecimentos em causa desta foram distorcida.
    Trata-se de um Chenhôr padre, uma pessoa cuja vida foi sempre muito reprimida, uma pessoa de fé (seja lá isso o que for), que vê seres (e fala com eles?) que mais ninguém vê, que acredita em coisas que nunca ninguém viu ou ouviu, que ouve vozes e vê sombras sussurrantes, que trata tu-cá-tu-lá com seres que não são deste mundo mas de outro qualquer que só existe na sua imaginação. Trata-se, portanto, de uma pessoa que sofre de demência. Nada mais natural do que esta sua forma de ver as coisas. O que se poderia esperar desta gente?

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