Os Paradigmas Intemporais e Abrangentes

Divirto-me a ver alguns dos nomes que estão a empurrar toda esta nova reforma costista na Educação, na flexibilização e insucesso zero, cruzando-se com a municipalização. Há quem ande nisto há 30 anos, incluindo cargos governamentais e em algumas das organizações mais poderosas nesta área da governação (na investigação e edição, por exemplo) e ainda falam em novo paradigma, quando do que se trata é de contratualizar formações e consultorias com os poderes locais e central. O que se está a conseguir é um enorme arco político da direita à extrema esquerda, nas diversas variantes do fofismo pedagógico, aquele sedutor mas enganador discurso que une da mortágua menos dotada a um valter lemos quando anda era do cds, e que parece inatacável sem se ser um neandertal. É a ligação directa aos anos 90, o tal do paradigma do “direito ao sucesso”, só que agora encavalitado no da “responsabilização” e “eficácia financeira” da primeira década do século XXI. Uma espécie de pior dos dois mundos que une uma vasta confederação de gente notável, muito dela bastante competente e com boas intenções.

Mas como sabemos, é delas que enchem o nosso inferno quotidiano.

Inferno1

Apocalíptico? Não, apenas cansado, entediado e ainda congelado.

Pois Não

E sabemos a quem devemos agradecer boa parte da responsabilidade pelas coisas extraordinárias que só serviram como mecanismo de exclusão e discriminação negativa. Como não tomo na maior parte dos dias o super-Mário por ingénuo ou mau negociador, só posso concluir que foi com a anuência e conhecimento de causa.

Agora anda por aí a anunciar lutas por coisas bem mais restritas, a fingir que ainda canta de galo. Isto de andar de arreata e barrete até aos pés é do caraças. E depois ainda há idiotas que dizem que ele é que manda no ME…

Desde logo, há certos grupos de professores a quem o programa se aplica. Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF, sublinha que os formadores do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e os docentes do Ensino Superior, por exemplo, estão abrangidos e devem fazer as suas candidaturas. Mas desincentiva outros professores — do ensino básico ou secundário, ou dos jardins-de-infância — de se candidatarem pelo PREVPAP.

“As pessoas estarem a fazer requerimentos para ser considerada a sua situação quando ela não é abrangida não faz sentido, não tem utilidade”, explicou ao ECO. “O que tem utilidade é pressionar o Ministério da Educação”.

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