Os Paradigmas Intemporais e Abrangentes

Divirto-me a ver alguns dos nomes que estão a empurrar toda esta nova reforma costista na Educação, na flexibilização e insucesso zero, cruzando-se com a municipalização. Há quem ande nisto há 30 anos, incluindo cargos governamentais e em algumas das organizações mais poderosas nesta área da governação (na investigação e edição, por exemplo) e ainda falam em novo paradigma, quando do que se trata é de contratualizar formações e consultorias com os poderes locais e central. O que se está a conseguir é um enorme arco político da direita à extrema esquerda, nas diversas variantes do fofismo pedagógico, aquele sedutor mas enganador discurso que une da mortágua menos dotada a um valter lemos quando anda era do cds, e que parece inatacável sem se ser um neandertal. É a ligação directa aos anos 90, o tal do paradigma do “direito ao sucesso”, só que agora encavalitado no da “responsabilização” e “eficácia financeira” da primeira década do século XXI. Uma espécie de pior dos dois mundos que une uma vasta confederação de gente notável, muito dela bastante competente e com boas intenções.

Mas como sabemos, é delas que enchem o nosso inferno quotidiano.

Inferno1

Apocalíptico? Não, apenas cansado, entediado e ainda congelado.

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4 thoughts on “Os Paradigmas Intemporais e Abrangentes

  1. É por não saberem História (recente) que estes indigentes mentais armados em inovadores da treta acham que descobriram a pólvora.
    Cansado? Antes farto! Farto de aturar escumalha política, sejam de que partido de atrasados forem….
    Eu não os vejo a trabalhar, só os vejo a politicar e a sindicalizar. Trabalhar nunca. Vagabundos…

  2. Qual mudar de paradigma, qual carapuça! Isto oscila entre o facilitismo fofinho e o facilitismo examocrático – o mesmo paradigma de um ensino utilitário para formatar mão de obra. (O facilitismo fofinho só tem uma vantagem: pelo menos, diz logo ao que vem, enquanto o examocrático se disfarça com rigores e exigências da treta, que não passam de adestramento maciço).
    Divertem-me assim os contendores dos dois lados a clamar cada qual pelo seu “paradigma” ou a reclamar contra o “paradigma” do outro.

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