Tese Removida?

A tese de mestrado do líder dos super-dragões que tem dado polémica nos últimos dias pela sua imensa qualidade académica parece ter sido removida do repositório da excelsa instituição que o acolheu (tentei por aqui e aqui e é o que se vê… ou não). A verdade é que a coisa teve um orientador e a tal instituição que o certificou. A culpa não é só das bolonhices, mas da degradação a que tudo isto chegou. Se vão investigar, não se fiquem só pelos trolls mais evidentes.

troll

O Regresso à Luta!

Li hoje no Correio da Manhã (que considero a fonte mediática mais fiável, sem qualquer pingo de ironia, quanto ao que o nosso Super-Mário pretende fazer passar da sua mensagem ao povo) que os professores estão quase-quase-quase para voltar a fazer uma daquelas greves e tanto, com que a Fenprof (de forma bissexta com o apoio da FNE) costuma brindar os ME. No DN leio que o ministro tem 9 dias para se livrar da ira e do sarilho. As causas para tal são para mim mais do que legítimas e quando fala nelas (por exemplo, o longuíssimo congelamento da carreira, a necessidade de um regime específico de aposentação, já que temos um desse tipo em matéria de vinculação), em longa entrevista ao jornal digital Eco, o Super M até parece sentir como suas as dores que outros deveras sentem.

O meu problema é a lembrança de que, mais ou menos a cada lustro, temos um luta de sucesso que acaba com uma mão cheia de nada sob a batuta de grandes lutadores profissionais que não sabem o que é o quotidiano escolar. Em 2008, um mês depois de uma manifestação que depois o país em estado de espanto, tivemos o memoriando do entendimento com Maria de Lurdes Rodrigues. Em 2013, quando uma manifestação às avaliações estava a produzir mossa, fez-se um acordo cheio de pseudo-reticências e ganhos nulos com Nuno Crato porque – consta nos círculos dos analistas sindicais melhor informados – os professores estavam quase a ceder (quem nunca cede é que fica de rabo sentado à espera das câmaras para fazer o relato).

Agora, em 2017, é vez de se anunciar uma luta contra um governo que tem o apoio das esquerdas todas que dão substância e mexem os cordelinhos na mais do que larga maioria deste arco sindical. Nem é preciso esperar pelo fim do jogo para fazer um prognóstico. Os maiores idiotas (tipo jsd e opinadores do Observador) são os que ainda dizem que são a Fenprof – agora de novo FNEprof –  e o Mário N. quem manda na 5 de Outubro. Quem dera, por muito pouco que tenha a dizer em defesa do segundo (na primeira há muito boa gente, só que demasiado disciplinada para o meu gosto).

Isto não passa de fumaça, de encher de peito para marcar alguma agenda e tentar provar que ainda se existe fora da trela, embora – como é destacado na entrevista acima citada – a grande preocupação é atacar o governo e com isso satisfazer a “direita”. Repare-se que o problema não está em defender os interesses da classe profissional representada (sejam de que partido forem), mas alinhar em cálculos político-partidários, quando nas matérias em apreço (descongelamento, aposentação) este governo nada fez de diferente em relação ao anterior, apenas se comprazendo em prolongar o martírio, enquanto se financiam bancos falidos.

Portanto, chamem-me os nomes que quiserem (estou habituado, mas ao menos eu não salivo por senhas de presença na vereação ou meto os papéis para a reforma logo que sei que a coisa vai apertar como dois dos meus grandes críticos sindicalistas de outrora*), mas vou fazer como os Deolinda até que me provem que isto é para levar a sério.

homens-da-luta

(*  – sim, não perdoo e muito menos esqueço o que esses invertebrados e cert@s amig@s fizeram, preciso das duas faces em bom estado…)

Desconforto

Pode ser impressão minha, mas todo aquele alarido em torno dos contratos de associação em 2015 está em processo de resolução. Hoje saiu uma nova portaria para o efeito com alterações que me parecem cirúrgicas.

Vejamos o nº 1 do artigo 3º da Portaria n.º 172 -A/2015, de 5 de Junho:

Tendo em conta a necessidade de garantir a oferta educativa aos alunos que pretendam frequentar as escolas do ensino particular e cooperativo em condições idênticas às do ensino ministrado nas escolas públicas, realiza-se com uma periodicidade trienal, um procedimento administrativo nos termos da presente portaria, destinado à celebração de contratos de associação ou extensão dos contratos existentes a um novo ciclo de ensino.

A nova redacção dessa passagem na nova Portaria n.º 165/2017 de 19 de Maio é a seguinte:

Tendo em conta a necessidade de garantir a oferta educativa aos alunos que, em sede de análise anual da rede escolar, se demonstre não disporem de oferta pública de ensino adequada, realiza-se um procedimento administrativo nos termos da presente portaria, destinado à celebração de contratos de associação, extensão dos contratos existentes a um novo ciclo de ensino ou a sua renovação, com estabelecimentos do ensino particular e cooperativo assegurando condições de frequência idênticas às do ensino ministrado nas escolas públicas.

Já repararam no que desapareceu? É certo que desapareceu o nº 2 que permitia procedimentos excepcionais, mas agora desapareceu a periodicidade da coisa. Porque será?

Quanto aos (sub)critérios para a selecção das candidaturas antes começavam desta forma:

a) Os resultados escolares dos alunos, com ênfase para os resultados obtidos nas provas e exames nacionais;

Agora é assim:

a) Os resultados escolares dos alunos, aferidos através da taxa de percursos diretos de sucesso da instituição.

Não sei se percebem bem a diferença, em especial no que se refere ao 3º ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário (mas também aos restantes porque, afinal, continuam a existir “provas”, embora de aferição). O critério desloca-se do desempenho em provas externas, equivalentes às do ensino público, para os resultados internos de sucesso directo, algo que depende mais da “gestão do sucesso” das instituições. 

E depois digam-me lá se não há gente inteligente no meio disto tudo?

Ainda bem que certamente os grandes defensores das corajosas medidas de 2015 estarão atentos a estes cambiantes legislativos. Porque os queirozezes estão caladinhos e a esfregar as mãos de satisfação.

umporcento

 

 

Cada Cavadela, Cada Minhoca, Cada Peta

Uma coisa que me vai cada vez mais desg@stando nesta equipa ministerial é a forma como são tão iguais nos procedimentos a quem os antecedeu, em particular na forma como tentam spinar as coisas e descolar da realidade e dos factos que retorcem a gosto. O Arlindo dá mais um exemplo sobre o modo como, neste caso a secretária de Estado Alexandra Leitão, atira explicações para o ar sem grande fundamento. Se é verdade que as baixas médicas estão a aumentar (porque será? já sei… os professores são acessórios… só os alunos é que interessam!), dificilmente se pode usar isso como forma para explicar tudo, até porque parece que se está a acusar a malta “velha” de obrigar a contratar mais professores.

O pior é perceber que é este tipo de conduta que dá pontos junto dos fanáticos do aparelho.

porco de bibiclete

Pólos de Excelência

Realiza-se no dia 19 de maio, pelas 18:00 horas, no auditório da Escola Superior de Educação do IPCB, o II Seminário de Administração e Gestão que decorre no âmbito do Curso de Especialização Pós-graduada em Administração Escolar, promovido pelo Coordenador do Curso, Professor Doutor Valter Vitorino Lemos.

A ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues e a coordenadora da Unidade de Missão para o Interior (UMVI), Helena Freitas, foram eleitas e cooptadas para integrar o Conselho Geral do Politécnico de Castelo Branco, foi hoje anunciado.

Dead