Estou Quase no Novo Paradigma

Elaborar testes sem apenas copiar antigos ou os materiais dos manuais, definir critérios de classificação e classificar testes são actividades que no Ensino Básico começam a ser de puro masoquismo, mesmo quando encaradas como ferramenta de monitorização (“monotorização” em alguns léxicos muito avançados) do progresso (ou não) das aprendizagens, quando todo o sistema se “inclina” em definitivo para a passagem quase automática dos alunos ou com um número ínfimo de níveis acima do patinho. Do que adianta produzir tanta grelha de observação, registo, classificação, ponderação e etc e tal se o essencial é preencher a quota de sucesso ou a culpa só pode ser do mau ensinante, porque o aprendente (rima com cliente) tem sempre razão se nada acha interessante?

Se nada disto é para levar a sério, para quando assumirmos isso, em nome de um “novo paradigma”, da mera sobrevivência ou apenas porque, algumas vezes, não há nada como bater no fundo para se reconstruir alguma coisa?

Porque de aparências de inovação por parte de gente muito mais experta ando (andamos?) farto.

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6 thoughts on “Estou Quase no Novo Paradigma

  1. E por falar em velhos paradigmas, quando é que se deixa a obsessão de marcar 2 testes por período, sempre após o final de 1 unidade temática? Nunca entendi bem esta coisa. Má ideia para os actores/clientes educativos.

    Agora, para algo diferente…quanto aos novos paradigmas, convém, na dúvida, manter o charme….if you know what I mean.

    Finalmente e lamentavelmente, não há “bater no fundo”. Há sempre mais e mais.

    Desculpem estas notas soltas, mas hoje não dá para mais. Deve ser do calor e da insuficiência de vitamina D. Ou isso.

  2. Nem digam uma coisa dessas… senão ainda alguma abécula se lembra de nos pôr a fazer testes 6 vezes por período.

    (Eu simplifico: 6 vezes por período, desde que o período tenha um número de semanas dividível por número primo inferior a 10, apenas nos dias em que o vento sopre de Noroeste, entre as 13h17 e as 18h58, dados em mesas com rodas de diâmetro 5cm e altura entre os 326mm e 452mm. Perceberam?
    Não perceberam? Preparem-se… que vem aí mais “autonomia” para as escolas e “flexibilização” com as inflexibilidades do costume – e sim, confirma-se que hoje está muito calor) 🙂

  3. O que Eu gosto Mesmo é quando os profs entrelaçam-se em critérios de avaliação e depois no fim do período fazem as médias dos dois testes para dar a nota… isso é que eu gosto!

    1. gosto mais quando têm de ‘grelhar’ sobre uma variedade de parâmetros e depois esse ‘grelhado’ não serve se o resultado final for negativo, tendo-se de adicionar umas ‘especiarias’ para o resultado se transformar em positivo…ou é ‘castigado’ com uma carga burocrática de ‘milhentas’ justificações e relatórios que tem de elaborar…

  4. ” Do que adianta produzir tanta grelha de observação, registo, classificação, ponderação e etc e tal se o essencial é preencher a quota de sucesso ou a culpa só pode ser do mau ensinante, porque o aprendente (rima com cliente) tem sempre razão se nada acha interessante?”

    Maybe I’m foolish,
    Maybe I’m blind
    Thinking I can see through this
    And see what’s behind
    Got no way to prove it
    So I’m powerless to fight

    But I’m only a teacher after all,
    I’m only a teacher after all
    Don’t put your blame on me
    Don’t put your blame on me

    Take a look in the mirror
    And what do you see?
    Do you see that everybody point
    the finger on you
    Blaming for the education problems?

    ‘Cause I’m only a teacher after all,
    You’re only a teacher after all
    Don’t put the blame on me
    Don’t put your blame on me

    Some people got the real problems
    Some people out of luck
    Some people think I can solve them
    Cause they think I’m the problem

    I’m only a teacher after all,
    I’m only a teacher after all
    Don’t put the blame on me
    Don’t put the blame on me

    I’m only a teacher, I make mistakes
    I’m only a teacher that’s all it takes
    To put the blame on me
    Don’t put the blame on me

    ‘Cause I’m no prophet or messiah
    You should go looking somewhere higher

    I’m only a teacher, I do what I can
    I’m just a teacher, I do what I can
    Don’t put the blame on me
    Don’t put your blame on me

    Adaptado da canção “Human” (autor: Rag’n’Bone)

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