Ósculos

Ou bem que se querem os afectos na escola ou bem que não e então vai tudo a eito e paga-se depois ao psi. Fica mal (ia dizer nos tempos que correm, mas nem isso) ainda fazer distinções e não é por eu ser progressista ou um activista dos géneros. A intervir será apenas na base de fornecer alguma coisa importante para o bem estar d@s osculantes.

AF_GUIA_DE_MARCAS_MAI_AGO_2013.pdf

Gosto mais (obviamente) dos verdes ou pelo menos esverdeados. Incluindo o de melancia, verde por fora. E fazem bem à garganta e tudo.

(ideia de slogan… o chocho ao poder!)

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8 thoughts on “Ósculos

  1. Seja lá qual for a variante: inter-género; intra-género; trans e multi-género (que a coisa do sexo está démodé) e seja lá qual for a forma: em articulação horizontal/ vertical/ oblíqua/transversal considero que há regras/ comportamentos e posturas adequados e/ou inadequados em função das circunstâncias/ locais/ acontecimentos… os comportamentos numa igreja ou no cinema, num casamento ou num funeral, na praia ou no local de trabalho, na rua ou na intimidade…
    Ora a escola não me parece ser o local adequado para a “beijoquice” e de uma repreensão por um eventual comportamento menos apropriado a uma agitação propagada de uma eventual violação dos direitos de afirmação, é um saltinho fácil, muito fácil… tão mais fácil quanta a fácil exposição e manipulação através dos telemóveis e das redes sociais…

    Faz-me lembrar situações de há uns bons anos atrás, com as devidas adaptações, de acusações fáceis de racismo quando se admoestava um aluno/a negro…
    Faz-me lembrar situações expostas publicamente por se pretenderem regras na indumentária (afinal as meninas têm o direito a mostrar as “mamocas e as bochechinhas dos rabinhos” e os meninos a exibir troncos mais ou menos esbeltos e os bíceps femurais…)
    Também me faz lembrar, situações mais recentes e bem mais graves pela suposta natureza dos intervenientes, de escolas e professores considerados racistas devido aos resultados escolares dos alunos…
    Numa escola pública onde os meninos estão cheios de muitos direitos e onde o não cumprimento dos deveres também parece ser um direito (que, como se não bastasse a desresponsabilização pessoal dos meninos, só responsabiliza os professores/escola com acréscimos de muitas e infindáveis novas oportunidades – em cumprimento do tal “direito ao sucesso” e em prejuízo dos alunos que cumprem)… já não há paciência para estas tretas.

    1. Não diria melhor! Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque! Se este gesto de afeto acontecesse noutro organismo público, entre 2 funcionári@s, perante @s utentes, como reagiriam? Pois,…

      1. Eu só discordo que a coisa seja aplicada apenas a pares femininos. Porque para “moralizar” certas condutas teríamos de fazer um longo caminho bem mais abrangente que não é prioridade para quase ninguém.

      2. PG, parto do princípio que, nas escolas, as regras são para tod@s, daí ter escrito no exemplo “funcionári@s”. Agora, se fecham os olhos a situações semelhantes entre pares hétero, bem, assim, pode falar-se em discriminação… Todavia, dada a falta do contexto real, penso que também há um aproveitamento político e sensacionalismo desmesurado. Aliás, segundo notícias de hoje, a família de uma das raparigas nem sabia dos seus laços amorosos, o que fere o direito à privacidade de cada pessoa.

      3. Uma coisa é haver comportamentos provocatórios e obscenos, outra é fechar-se os olhos a a certos comportamentos assumidos por um casal rapaz/rapariga e repreender-se, institucionalmente, os mesmos, porque o chocante não são os comportamentos mas os constituintes do casal. Esse é que o assunto em apreço. E é isso que importa apurar. Pelos vistos, para moralistas e puritanos, como JF, os adolescentes, numa escola, não podem namorar, porque a escola é para aprender. Resta saber onde é quando é que podem namorar. Há questões pertinentes: a dissolução das regras do espaço público na escola e noutros locais (como o uso abundante de palavrões, etc.). Mas não se misture tudo na mesma discussão, caso contrário não temos um discurso intelectualmente honesto.

    2. Maybe I’m foolish,
      Maybe I’m blind
      Thinking I can see through this
      And see what’s behind
      Got no way to prove it
      So I’m powerless to fight

      But I’m only a teacher after all,
      I’m only a teacher after all
      Don’t put your blame on me
      Don’t put your blame on me

      Take a look in the mirror
      And what do you see?
      Do you see that everybody point
      the finger on you
      Blaming for the education problems?

      ‘Cause I’m only a teacher after all,
      You’re only a teacher after all
      Don’t put the blame on me
      Don’t put your blame on me

      Some people got the real problems
      Some people out of luck
      Some people think I can solve them
      Cause they think I’m the problem

      I’m only a teacher after all,
      I’m only a teacher after all
      Don’t put the blame on me
      Don’t put the blame on me

      I’m only a teacher, I make mistakes
      I’m only a teacher that’s all it takes
      To put the blame on me
      Don’t put the blame on me

      ‘Cause I’m no prophet or messiah
      You should go looking somewhere higher

      I’m only a teacher, I do what I can
      I’m just a teacher, I do what I can
      Don’t put the blame on me
      Don’t put your blame on me

      Adaptado da canção “Human” (autor: Rag’n’Bone)

  2. RF
    “Resta saber onde é quando é que podem namorar.”
    Ao pé do pai, da mãe, dos avós, familiares, vizinhos,…; em casa, no supermercado, no jardim, no cinema, na praia…!
    Até podem namorar na sala de aula, beijarem-se, apalparem-se (perdão a descoberta do corpo)… desde que seja na sua e não a minha!
    Quanto ao uso do palavrão não percebo o seu problema e a eventual “dissolução das regras em espaço público”: Quais os que se podem utilizar e em que quantidades se poderão utilizar ??? … ai os moralismos e puritanismos…

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