Assaltos

Depois dos fogos. Ou no intervalo dos fogos. A Tancos. À Santa Casa da Misericórdia

Metralhas

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Cristandade Nova

Se deram recentemente com pessoal a bater muito no peito na defesa da diferenciação dos instrumentos de avaliação e na necessidade de adequar os métodos de ensino ao perfil de aprendizagem dos alunos, podem ter quase a certeza que é malta que descobriu isso há pouco, acha que é novidade e que deve ensinar a missa aos párocos antigos. E então a Fé descoberta é inabalável e não adianta explicar-lhes que já existia tudo isso na era a.V. (antes do V…).

bornagain

 

A Silly Season em Força

Não é tanto tomar-se o Ascensão pelos “pais” ou a presidente da ANP pelos “professores”. Já se está habituado a que um par de árvores, mais ou menos raquíticas, seja tomado pela floresta. Nem sequer é o facto de, para parecer modernos, quererem enveredar por uma forma de avaliação externa das aprendizagens que é a antítese do que por estes tempos se tem afirmado em relação à necessidade de fazer uma avaliação humanizada e contextualizada dos alunos.

Neste caso, e numa deriva preocupante do uso do meu tempo, o que me prende o olhar é a incapacidade de nos sites do  Correio da Manhã e do Público existir  qualquer especial cuidado em corrigir as prosas da Lusa ou, pior se assim for, em as corrigir para gralhar (Público) ou disparatar (CM) nos subtítulos.

Porque – como diria o grande Mário Nogueira – uma coisa é um tipo escrever umas parvoíces num blogue…

PubGralhaCMGRalha

 

Da Utilização do Travessão para Intercalar um Aparte num Texto

O Livresco envia-me muita informação e ligações do que se publica em Educação entre nós. Algumas vezes dou comigo a ler coisas perfeitamente inúteis, por preguiça, apatia ou ligeiro divertimento. Há pouco, lia uma prosa perfeitamente anódina da actual subdirectora do DN sobre a greve recente dos professores (o Baldaia anunciou catástrofes com a sua ira habitual a projectar fogo e chumbo sobre a malandragem, a sua sub veio agora afirmar a bonança) só porque me divertiu o uso recorrente do travessão para intercalar apartes, explicações, detalhes numa frase – tal como eu estou a fazer aqui – sem que se perceba bem se o sabe fazer, se apenas se esquece que o que é intercalado deve ter um travessão no início e outro no fim, exactamente para produzir o efeito de destaque.

Exemplifico: num texto com seis parágrafos, a opinadora começa bem – usa os travessões de forma canónica no segundo e terceiro parágrafo – e depois perde-se do quarto ao último parágrafo, “abrindo” o travessão inicial e depois esquecendo-se de “fechar” a parte intercalada. Num dos casos percebe-se que mais valia ter usado uma vírgula, em outro ainda aparecem umas reticências…

Eu entendo, também já dei muita calinada na vida, acontece. Quantas vezes com a pressa. Mas, que raios, eu sou um mero professor do básico, não sou subdirector do nosso diário (continental) mais antigo. Cá para mim, ainda fez Português com professores grevistas e deu nisto, só que não informaram o chefe do posto de comando.

Cruzes… já cheguei à silly season… preciso de ir ler as páginas cultas do espesso para saber o que há de transcendental por aí…

Travessao

(material de apoio de um manual do 5º ano)

Je Suis Penélope

Não é tão interessante levar umas horas a cotejar toda a imensa papelada produzida ao longo do ano lectivo na Direcção de Turma, para guardar apenas a ínfima parte que é mesmo relevante para a vida escolar do aluno? E olhem que ainda sobra um bocado, mas tudo aquilo que se acumula de irrelevâncias é um absoluto disparate.

penelope