Vamos Lá Então Aferir, na Perspectiva do Vigilante

Os bons alunos ainda se preocupam, mas isso preocupar-se-ia sempre. Os outros, sabem que não serve para nada, a menos que acreditem que resultados a chegar no fim do mês são contabilizados nas reuniões da próxima semana. “É como no 9º ano…”, há quem lhes diga… mas eles sabem que não são “exames” porque esses agora são maus e nem se percebe porque ainda existem sem ser só à entrada da Faculdade, que é para diferir o insucesso até aos limites e passar o ónus do “rigor” aos outros e nada aos mesmos.

Vamos lá então fingir durante quase 2 horas, entre entradas e saídas, que estamos a tirar uma “fotografia ao sistema” para não ficarmos apenas com “impressões”.

metralhus

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9 thoughts on “Vamos Lá Então Aferir, na Perspectiva do Vigilante

  1. A minha escola resolveu que na sala de vigilância o professor não iria ter direito a cadeira para se sentar! Assim estive duas horas de pé.

    1. Ao que se chega!

      Se fosse estudante, nos tempos que correm, era capaz de dizer que o calcorrear constante dos profs vigilantes por entre as filas de carteiras, e o espreitar para o que estava a fazer, me perturbava.

      Não há paciência para tanta regra e normativos.

      1. Isso é velho. Já trabalhei onde um vigilante ficava obrigatoriamente à frente da sala, apenas se mexendo em caso de ser chamado, e o outro ficava atrás na sala, também se mexendo apenas no caso de ser chamado por algum aluno.
        As provas de Geometria Descritiva (3 horas) eram temidas como a peste.

      2. A regra da não existência de cadeira não a encontrei em lado nenhum. Pareceu-me mais uma ideia saída de quem está à frente do secretariado por críticas que a equipa de inspecção que esteve presente no ano lectivo passado na escola terá feito ao facto de ter visto um professor sentado, mas nem ainda a prova tinha começado!

  2. Enquanto contribuinte e profissional deste país gostaria, objectivamente, de saber quantos milhares e milhares de euros custam estas INUTILIDADES (custos directos: equipas que elaboram, papel, impressão, embalamento, transporte (para cá, para lá e novamente para cá), polícia, … e os custos indirectos (que nunca são contabilizados mas deveriam): aulas não dadas, reuniões, professores ocupados com todos os procedimentos associados e que não estão a desempenhar as funções que deveriam (aulas, apoios, direcções de turma, coordenações, ….),…
    Num país sem dinheiro, é uma necessidade impreterível saber quanto se gasta com inutilidades…

    …é que quando não há dinheiro, a definição de prioridades (imprescindível mesmo quando o há) é no mínimo uma questão ética e moral que tem como obrigação justificar a utilização do erário público!

    quando não há dinheiro para cadeiras, mesas, fechaduras, quadros, contas de electricidade, segurança, internet, programas, ,…

  3. Plenamente de acordo com J. F. Veremos quantos iluminados comentadores serão capazes de apresentar uma avaliação dessa natureza. Qual a utilidade destas aberrações?

  4. Essa foi outra das minhas aferições pessoais J.F. : a quantidade de papel (dinheiro) gasta nestas provas. Estive a vigiar a de 8º ano e tendo uma sala com 12 alunos no seu máximo possível, no envelope estavam 30 enunciados!!! Também não percebo porque tinham 3 páginas propositadamente deixadas em branco. Não há dinheiro para nos deixarem subir de escalão, mas há dinheiro para gastar em papel, que não é reciclado e vai ser deitado fora!

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