Desculpe? Como Diz que Disse?

Nas últimas semanas em sido uma chuvada de pedidos de “amizade” numa “rede social”, qual deles o mais sugestivo e desafiante do ponto de vista da “mensagem”.

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Somos os Maiores Especialistas…

… no dia seguinte acerca de todas as matérias e há décadas que o somos após cada novo grande incêndio ou época de Verão especialmente fustigada pelos fogos. Anos após anos, a cada vez que as coisas correm pior (porque mal correm quase sempre, a menos que o ano esteja mau para a desejada praia), surgem cascatas de especialistas no diagnóstico após o fim do jogo. E os políticos prometem novas medidas – desta é que é que se vai fazer o investimento certo – e no ano seguinte ou nada se fez ou arrendaram-se aviões que depois se desarrendam ou se compraram meios que não chegam aos bombeiros ou descobre-se gente que está mais interessada em meter ao bolso o que pode do que em cumprir a sua missão. Os fogos são um negócio de muitos milhões, infelizmente. Mal empregues, como com um sistema de comunicações que falha quando mais é necessário (e não é de agora, como se sabe e não é apenas com fogos, porque no Inverno também vai abaixo). De muitos, mesmo muitos milhões, quando com muito menos talvez se conseguisse uma prevenção mais eficaz, só que o método parece pouco moderno ou tecnológico. Ou então presta-se menos a contratos e negociatas, pois os Guardas Florestais apenas necessitavam de um orçamento para salários e materiais. Pouco sexy em termos de negócios de Estado. Acabaram com eles e são todos responsáveis por tal asneira como aqui é lembrado.

Falta política florestal? Os particulares não limpam os terrenos e caminhos? Mas, desculpem-me lá a ignorância, o interesse público não deveria fazer com que as autoridades locais fizessem esse trabalho, esteja ou não nas suas competências e tenham ou não verbas específicas transferidas do Estado central para isso? Ou em ano de autárquicas o que está a dar é gastar em alcatrão e em (re)decoração de rotundas pavorosas?

Mas desta vez a culpa não morre solteira e soube-se com rapidez: foi a trovoada seca.

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