A Democracia Doente

Let’s be brutal: democracy is dying. And the most startling thing is how few ordinary people are worried about it. Instead we compartmentalise the problem. Americans worried about the present situation typically worry about Trump – not the pliability of the most fetishised constitution in the world to kleptocratic rule. EU politicians express polite diplomatic displeasure, as Erdoğan’s AK party machine attempts to degrade their own democracies. As in the early 1930s, the death of democracy always seems to be happening somewhere else.

The problem is it sets new norms of behaviour. It is no accident that the “enemies of the people” meme is doing the rounds: Orbán uses it against the billionaire George Soros, Trump uses it against the liberal press, China used it to jail the poet Liu Xiaobo and keep him in prison until his death.

liberdade11

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Comparações do Catano

Eu até concordo que se regule o mercado dos manuais e se controlem os excessos do duopólio (daí ter sido testemunha do Paulo Morais nos processos que lhe meteram), outra coisa tem a ver com a tentativa de fazer comparações ilustrativas da treta. Vá lá… não foi com a quantidade previsível de rolos de papel higiénico para as casas de bano públicas.

“Num restaurante ninguém garante quantos almoços serão servidos por mês”, compara, em entrevista à VISÃO, a secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, a propósito da questão que a reutilização dos manuais escolares põe em relação às editoras.

Este tipo de comparação não faz sentido nenhum. Não há capacidade para fazer melhor?

pluto-scratching

Parece Que…

… algum bom senso veio ao de cima e o Regime Legal de Inclusão Escolar (nome que por acaso me desagrada um bocado) vai poder ser debatido até finais de Setembro. Vá lá… desde que depois não o tentem aplicar a meio do ano lectivo…

Thumbs

Ora Bem!

Salários dos professores – Queixa de Jorge Costa ao Parlamento Europeu

(…)

Considerando esta autêntica fraude, decidi avançar com uma nova queixa junto do Parlamento Europeu, exigindo que o governo português altere esta situação a partir do da 1 de janeiro de 2018, reposicionando cada professor no respetivo escalão de acordo com o plasmado no ECD, ou seja respeitando os anos de serviço docente, claro que salvaguardando o tempo de congelamento da carreira para a generalidade dos professores dos quadros, de forma que docentes com igual tempo de serviço não sejam ultrapassados em termos de vencimento.

Vou só exigir justiça para estes colegas que tanto passaram na vida para chegarem até aqui!

Ou o governo corrige esta situação rapidamente ou ficará sujeito a pesadas sanções do Tribunal Europeu, porque, pela correspondência trocada até ao momento entre mim e a Comissão de Petições (CP), é muito claro que as autoridades europeias já perderam toda paciência com o Estado Português, que em todo este processo tentou por várias vezes traçar um quadro pintado com inverdades. Em vários momentos a Comissão de Petições, por achar estranhas essas respostas me pediu contrarrespostas, apercebendo-se assim da farsa do ME de Portugal.

Jorge Costa começou este processo em 2009… é fazer as contas e ver quem foi que governou desde então. Por estranho que pareça (ou não), ao longo destes anos já tivemos governos com participação ou apoio de TODOS os partidos com assento parlamentar. O próximo orçamento será o terceiro com o apoio da geringonça. Veremos se ficarão pelas promessas de desbloqueio, pela conversa fiada, pelas pós-verdades ou pela mera continuidade das coisas extraordinárias criadas pelo Crato de que tanto gostam de dizer mal, mas de quem não descolam no essencial (tirando o “exame da 4ª classe”, claro!).

Eyes

Que Saudades do Controle Quase Exclusivo…

… da divulgação das notícias “úteis”, da canalização das publicidades institucionais (privadas e ex-públicas) dos agora falidos, da aquisição dos exclusivos das leaks e dos papers de forma a escolher o que é relevante o público conhecer e em que momentos. A net tem muito lixo? Sim, senhor, tem muitíssima porcaria. Mas a maior parte não tem a aparência de credibilidade dos órgãos do regime.

polvo

 

Em Causa Própria, Fica Algo Impróprio

Raramente alguém me ouviu ou leu a afirmar o meu imorredoiro amor e a minha imensa dedicação aos meus alunos. Acho que esta forma de bater no peito tanta devoção fica um bocadito mal, até porque já o observei apenas como afirmação para consumo público e escassa aplicação prática no quotidiano.

A nossa dedicação pelos alunos (e correspondentes afectos não hiperbolizados) é notada em primeira, última, essencial e indispensável instância pelos próprios. E devem ser eles a afirmá-lo, não necessariamente em redes sociais, quando o acha(re)m necessário.

Vanitas