Avaliações

Já se sabe que não sou fã daquela tendência que mistura “quem avalia está a ser avaliado”, “a avaliação não avalia nada”, “a avaliação só serve para classificar seleccionar” ou “só a auto-avaliação é boa“. Aplicável a alunos, professores ou escolas.

Mas também não sou fã das avaliações feitas sem olhar como, usando todo e qualquer indicador que esteja disponível e atirando-o para cima do avaliado. Isso só serve para descredibilizar quem leva as coisas a sério.

NEW DATA SHOW MORE THAN HALF OF NYC TEACHERS JUDGED, IN PART, BY TEST SCORES THEY DON’T DIRECTLY AFFECT

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Incomodidades

A ideia deste quintal não é reviver as confusões do umbigo e andar em busca de polémicas e quezílias a cada esquina. Não é por nada, mas a sério que a coisa cansa, poucas vezes dá resultado e o gozo que proporciona vai diminuindo. Por isso, há coisas que me enviam e que eu opto por não publicar na íntegra ou de forma directa porque tenho a experiência de chatices das boas por divulgar documentos fidedignos e factos correctos acerca da vida de algumas escolas e/ou agrupamento.

Isso não impede que me sinta bastante incomodado quando recebo documentos ou testemunhos altamente perturbantes sobre a vida interna de algumas escolas, das suas (más) práticas, mesmo que justificadas com as melhores das intenções. Não falo daqueles documentos patuscos que vão buscar ao baú prosas recuperadas a sebentas das profissionalizações dos anos 90 do século passado. Falo de projectos de intervenção que são um completo acidente, de documentos “estrutrurantes” decalcados de mil outros, feitos pelo molde aprovado, ou de práticas de abuso de poder com a aprovação da tutela, nem que seja por omissão, para impor micro-políticas de sucesso. E o que mais me incomoda é que quem as denuncia volta a ter receio em assumir isso na primeira pessoas porque sabe que, mais cedo do que tarde, vai “pagá-las”.

Outro nível de incomodidade é trocar uns piropos com um dirigente associativo que, quando questionado pela demissão completa da sua organização em defender os seus (teóricos) associados junto do poder e pela preferência em ser câmara de ressonância desse mesmo poder junto dos seus (teóricos) associados, levar como resposta que os professores devem saber defender-se nas suas escolas. Isso, pá, é uma coisa que eu posso dizer porque não presido – nem faço parte – a uma associação que afirma existir para defender os direitos dos professores de um dado grupo disciplinar.

Incomoda-me o adesivismo em troca de mobilidades estatutárias e os professores que amam os alunos, em especial se conseguirem manter-se anos fora das salas de aula em que teriam de conviver com eles quotidianamente.

Mas, como se sabe, isto só me incomoda porque eu anseio por “protagonismo” e sou um moralista, ora esquerdista, ora imobilista.

Dead

O Segredo Está nas Parcerias!

Acho essencial que as Universidades e Politécnicos se relacionem de forma mais permanente e aberta com o Ensino Não-Superior até para evitar as costumeiras recriminações sobre a preparação dos alunos ou a falta de informação destes sobre a oferta “superior”.

O que acho menos essencial é que essa relação esteja a passar por estes dias pelo estabelecimento de parcerias para que centros de estudos universitários (pelo que observo com forte peso de algumas privadas) que se declaram cheios de “especialistas” venham avaliar o trabalho das escolas básicas e secundárias como se estas estivessem numa espécie de estágio.

Com sinceridade, se houve ano em que contactei com pessoal completamente a leste do que se passa fora do seu mundo, foi quando tive de ir fazer a minha profissionalização a uma dessas instituições.

Money

O Regresso dos Tesourinhos Deprimentes

É bem verdade que estas coisas nunca desapareceram, que em todas as escolas é preciso enroupar documentos com palavreado para fazer o boi dormir, mas este documento com data de 17 de julho é um manancial imenso. As partes destacadas já me chegaram assim por quem me enviou. E estas nem são as melhores.

Só espero que isto não se generalize como incêndio em eucaliptal. Mas as esperanças são poucas porque anda a verdascar forte e tem a legitimação da católica lá de cima.

E lá voltam(os) aos PCT…

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E o que dizer das práticas pedagógicas “inovadoras” de que se espanejaram as teias de aranha?

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E agora a parte melhor, a da avaliação do “projecto” que até mete a OCDE e tudo, porque isto é em grande e o schleicher virá cá confirmar (ou o santiago, caso ele não possa).

Espanta-me a falta da variação “auto”.

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