Há uma Enorme Diferença…

...entre ponderar com cuidado o que é melhor para os alunos (e nisso eu colabora sem problems) e entrar por reuniões dentro a exigir o cumprimento de metas estatísticas de sucesso. O senhor secretário de Estado é um enganador, engana bem, mas engana. Ou então desconhece. E isso eu não acredito. Porque ambos conhecemos quem faz o que faz. Até pela proximidade.

A desilusão (se é que assim se pode chamar), aumenta à medida que se percebe até que ponto estamos a lidar com um como os outros. Que dá cobertura aos seus soldados de mão para tudo o que sirva a grande causa do “sucesso”.

Frade

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10 thoughts on “Há uma Enorme Diferença…

  1. Valia mais assumir a extinção das retenções.
    Passavam todos e mais ninguém se chateava com o assunto.
    Desde que respirassem e soubessem escrever o próprio nome sem demasiados erros, tinham o 12º ano e estavam aptos para o “superior”.
    Mas não, ninguém assume que é o que querem. Continuamos todos a brincar aos fingidores…

  2. No meu agrupamento passou toda a gente: chegaram aos conselhos de turma com sete e mais níveis inferiores a dois e depois de muita discussão, os profs renderam-se à evidência (leia-se, “ordens superiores) e lá foram subindo as notas. Para minha grande admiração, a associação de pais mostrou-se indignada com as transições mais escandalosas. Foi preciso explicar-lhes que este é o “sucesso” preconizado pelo poder político e que, se não concordam, é também com eles que se devem entender. Afinal de contas, a nós, professores, ninguém nos pede opinião!

      1. Na minha são os pais dos melhores alunos que mais protestam, não acham bem que os seus que passam com mérito sejam igualados aos que são “levados” a passar.

  3. Nestas ocasiões é que eu acho que os sindicatos ganhavam pontos…
    Pq razão não vem a terreiro fazer barulho contra esta aldrabice?

    1. Mas nós temos sindicatos? Daqueles a sério, que defendem mesmo os interesses dos Professores e não os seus próprios interesses? Diga-me onde estão, colega, que eu gostava de pertencer a um desses.

  4. Penso que qualquer professor acha que reprovar é excecional. Não é necessário vir nenhum ministro nem ninguém armado em iluminado para entender isso. Mas se for necessário reprovar, reprova. O que não é lógico é vir armar-se em vítima com pressões. Um bom profissional sabe o que deve fazer e o que é melhor para um aluno. O conselho de turma é que decide. Não é ministro, secretário de estado, diretor, etc. Só alguns é que são pressionáveis..

    1. Caro Porfírio… eu não me queixo de pressões, pois alinho no que acho certo (não andar a chumbar anos e anos seguidos, sem alternativa) e resisto ao que acho errado (metas de sucesso a atingir a qualquer custo).

      Agora o que reparo é que o meu caro desconhece, no concreto, situações que passam pela intromissão de director@s no decurso de reuniões, ameaçando com repetições se os níveis de sucesso não forem atingidos.
      Também reparo que parece desconhecer o eventual papel do CPedagógico neste processo.

      O Conselho de Turma é soberano no seu feudo, que tem suserano(s) mais “adecima”.

      Claro que há gente mais (im)pressionável do que outras, mas, infelizmente, os tempos são de sobrevivência para muitos.

      Mas, repito-me, aconselho uma espreitadela à legislação sobre a organização pedagógica das escolas e um mergulho na realidade dos abusos de poder.

  5. Quando o despacho publicado o ano passado declara “a retenção é excecional”, ficou tudo dito mas ainda sem os cojones de dizer explicitamente “é proibida a retenção”.
    Quando um presidente da associação nacional(?) de diretores afirma à TVI que “no ensino público não há qualquer espécie de pressão [para os alunos serem todos aprovados]” é um ‘tesourinho deprimente’; merecia um smartphone ligado a gravar o que é dito em reuniões e nos gabinetes diretivos…
    Quando o DT e CT são ameaçados com a repetição sucessiva das reuniões até obter o resultado desejado (como aqueles referendos europeus…), isso não é pressão nem ameaça mas apenas a previsão meteorológica em alerta laranja…
    Só alguns mais ingénuos é que ainda têm a umbridade de serem quixotescos e almejarem o exercicio puro da avaliação enquanto os pragmáticos já perceberam que quem se vai lixar lá para a frente são os alunos e que já estão marcadas as etapas para fazer a seleção (9º, 11º e 12º), e portanto, vão arranjar uma guerra para beneficiar o quê?…

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