A Ingenuidade (a Ser Isso e Não Outra Coisa Daninha) do Senhor Ministro Deixa-me com uma Lágrima ao Canto da Cebola Que Comprei para o Efeito

Muito haveria a dizer sobre isto, mas o valor do jantar eleva-se acima ao de dar explicações a benjamins, porque estar num mesmo espaço não significa o fim da segregação ou, sequer, que seja a melhor solução para que a verdadeira inclusão aconteça.

Há uma enorme diferença entre simplicidade e simplismo.

Alunos com deficiência devem estar na “escola de todos”

naivete1

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7 thoughts on “A Ingenuidade (a Ser Isso e Não Outra Coisa Daninha) do Senhor Ministro Deixa-me com uma Lágrima ao Canto da Cebola Que Comprei para o Efeito

  1. Sempre achei que este sujeito é um palerma de serviço. Um nabo autêntico que não faz a mínima ideia do que anda a fazer. Um puto ridículo, em suma.
    Quase me apetece dizer “Volta, Crato, estás perdoado”. O que é triste.

  2. Sei que o exemplo não será o mais adequado mais vai na senda da “escola de todos” e que para integrar
    Há muitos anos a escola precisou construir uma casa de banho para um jovem que, pela sua problemática, carecia de um espaço adaptado.
    De acordo com esta teoria estar-se-ia, então, a segregar o jovem, tratando-o de forma diferente, por lhe “vedar” o acesso à casa de banho de todos (empurrando-o para uma especial) e não – ao contrário do que à época se julgou – a encontrar a solução/estratégia mais adequada para ultrapassar as suas limitações/condicionantes.

    Há cerca de 30 anos quando comecei a leccionar tive um aluno do 10.º ano com paralisia infantil (sem qualquer controlo dos movimentos dos seu corpo, com alterações profundas na fala, …, e com boas capacidades cognitivas). Na altura estes jovens, que frequentavam as salas de aula em conjunto com os outros, tinham direito efectivo a apoio INDIVIDUALIZADO (com o significado que efectivamente tem e não com aquele que lhe é dado hoje – dentro da sala de aula misturado com os outros) em várias disciplinas – foi no apoio, que com tempo, acabei por perceber a sua linguagem/ comunicação, que percebi onde estavam as suas dúvidas e onde era possível supri-las, que se trabalhava de forma efectivamente diferenciada, com recursos e materiais diferenciados e de encontro às suas necessidades… estes apoios, imprescindíveis para o aluno contavam, igualmente (e parece-me que de forma óbvia mas em tudo diferente dos dias de hoje) na componente lectiva dos docentes. Este jovem, chegou ao 12.º ano, realizou exames nacionais e entrou na faculdade!

    Quase 30 anos volvidos, tive um aluno com idênticas características sendo que a progressiva, progressista e inovadora inclusão deste país nos dias de hoje, se traduziu no que passo a descrever:
    – o jovem (este, no 7.º ano) não tinha apoios INDIVIDUALIZADOS nas disciplinas (o individualizado aqui, 30 anos depois, é o tal dado dentro da sala de aula com mais outros 20 com características completamente diferentes) – individualizado mesmo, só o apoio da professora de ensino especial…
    Nunca consegui, sequer, apesar das tentativas/esforços meus e do jovem e das inúmeras frustrações de ambos, compreender a sua fala/comunicação… a partir daqui julgo ser dispensável dizer mais alguma coisa… acrescento, todavia, as “novas concepções de estratégias diferenciadas para ir de encontro às condicionantes do jovem e tornando-o “igual” a todos os outros: adequações e adaptações curriculares, adaptações na avaliação e por aí adiante (um verdadeiro teatro pseudopedagógico e pseudoinclusivo)… mais se acrescenta que caso um professor dê apoio na sua disciplina a um destes alunos (com tudo o que implica de estratégias/recursos e materiais) não é considerado na sua componente lectiva (logo, este suposto trabalho – exigente- é para além de todos os outros níveis/turmas e alunos que preenchem as, cada vez mais carregadas, componentes lectivas… mas a qualidade é coisa que preocupa poucos). Este jovem, que não teve as condições para desenvolver os conhecimentos científicos/específicos necessários, jamais chegará a uma faculdade tal como chegou aquele que há 30 anos foi, também, meu aluno.
    (a não ser, claro, e de acordo com as políticas vigentes que para ser igual aos outros, e ter o mesmo direito ao sucesso, lhe entreguem – pura e simplesmente – um certificado!

    No portugal do séc.XXI (e não apenas com os alunos da educação especial) inclui-se hoje (para não se gastar muito dinheiro), segrega-se depois.

    1. “No portugal do séc.XXI (e não apenas com os alunos da educação especial) inclui-se hoje (para não se gastar muito dinheiro), segrega-se depois.”

      Infelizmente.

  3. O ministro coitado não deve saber o que se passa no terreno.
    Professores, direções e sindicatos sabem. Só resta escarrapachar-lhe nas ventas.

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