Só me Falta Acertar no Euromilhões

Quando escrevi ontem o post sobre o ataque ao currículo tradicional, não tinha lido a bela prosa que mais baixo cito, em que se culpabiliza quem não adopta um estilo vida “saudável”, equiparando-o a um mau cidadão. Reparem que o facto de a algumas pessoas horrorizar a “sedentária” Filosofia no 12º ano (ou a própria História no Ensino Básico) não me faz acusá-los de serem o pior da sociedade… mas essa coisa da tolerância com os simplismos não é para todos.

Um cidadão ativo é alguém que adota um estilo de vida saudável, ou seja, uma vida participada, ocupada, com qualidade e bem-estar, e que pugna empenhadamente pela generalização dessas condições a todos os seus concidadãos, implicando uma atitude que se opõe ao sedentarismo, desocupação, degradação e mal-estar.

Perante este tipo de atitude, nada como uma pequena hipérbole.

EdFisNazi

(não sei se já repararam, mas algumas destas pessoas apresentam o olhar frio e vazio típico do fanatismo eugénico… a bem da Sociedade e quiçá do Superior Interesse Nacional)

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8 thoughts on “Só me Falta Acertar no Euromilhões

  1. Tenho uma aula de filosofia para o primeiro ciclo a partir do 3 ano. Foi preparada por uma professora da disciplina de um colégio particular em Vila Moura. Os colegas acham sempre que os miúdos não percebem. Depois ficam surpreendidos com o interesse e nível de respostas dos alunos.

  2. É de relembrar que em terras do tio Sam, tão voltados para a ação, para o pragmatismo, competição, empreendedorismo e afins, há muitos anos desenvolveu-se a prática da filosofia para crianças e há imensas obras nessa área.

  3. Cá por mim acabava com todo o currículo tradicional, “literacia física” + “literacia física” + “literacia física” +… + “literacia física”.
    Também, para mão-de-obra barata mas saudável não é preciso muito mais!

  4. o conteúdo per se é aceitável.
    apenas pugna por não reconhecer que a “vida participada, ocupada, com qualidade e bem-estar” não depende exclusivamente do individuo mas também das politicas governamentais (tanto económicas como legislativas) e de uma panóplia de estruturas que só são disponibilizadas pela ação coletiva.
    digamos que com salários miseros é um ‘bocadinho’ dificil ter a tal qualidade e bem-estar, com um regime partidário autocrático e subrepticiamente repressivo é um ‘bocadinho’ dificil ser participativo, com um regime sócio-económico baseado na precariedade a ocupação também é um ‘bocadinho’ dificil…

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