Concordo com o António

O problema é que eles (o poder burocratizante) conseguem muitos apoios nas escolas ao prometer (concretizando ou não) prebendas especialíssimas aos colaboradores no delírio. O segredo está em ir além dos alinhamentos políticos conjunturais e ver algo coerente por sobre as conveniências imediatas. E ter coragem de o assumir.

Os professores têm muita culpa

Umas das minhas desilusões (não é das maiores, é de esperar, é da natureza humana fraquinha) tem sido ver como há uma adesivagem quase descontrolada de diversos sectores, assim lhes prometem um lugar à beira do sol. Há os casos individuais, mas também há os “grupais” que arrastam organizações representativas de pouco mais do que nada a fazer parte de “vagas de fundo” de apoio às medidas em decurso. Ao mesmo tempo que muita imprensa se demitiu completamente de exercer algum controle da veracidade de muito do que se passa.

Tempos sombrios, na sua versão mansa. Regressou o medo de contestar as coisas a nível das escolas ou global, pelas velhas razões (as vinganças de proximidade) e por outras só um pouco mais novas (os anátemas públicos sobre quem não salta com as novidades). E nisso também há muitos professores que gostam de participar, porque não há nada como sentir as costas quentes.

Discordei muitas e muitas vezes do António, pela sua imensa capacidade de dar benefícios da dúvida a uns e criticar quem deu um curto benefício da dúvida a outros. A médio-longo prazo veremos se, em muitos caos, as discordâncias não resultaram mais de algum clubismo e amor à camisola do que de divergências essenciais. Acho que ele discordará bem mais de quem o tem tentado arregimentar para a causa da falsa “autonomia e flexibilidade”.

Fog

3 thoughts on “Concordo com o António

  1. Pois, tudo depende de a quem, e por quanto tempo, damos o benefício da dúvida.

    Pela minha parte, e julgo que nisso também não divergimos, há muito que deixei de pôr as mãos no fogo seja por quem for.

    O resto é usar o tal “pensamento crítico” que dizem que é agora muito importante no século XXI.

    Com isso, mais o ver as coisas na perspectiva de quem trabalha na escola e não anda à procura de poleiro ou de prebendas, é relativamente fácil não se deixar arregimentar…

    1. Eu ia sendo linchado por concordar com o Crato ao nível da necessidade de acabar com as ACND e introduzir provas finais com um peso de 30%. Ao fim de 3-4 meses já tinha percebido que muito mais coisas não mudariam para melhor. Desde então (e antes) que alguns gostam de dizer que eu sou de “Direita”, para mais porque critico estas soluções requentadas.

      No teu caso, há um benefício da dúvida imenso para um dado sector de “representantes” dos professores. Felizmente, não o há para quem os mantém domesticados com este tipo de soluções…

      Sim, sei que não divergimos no essencial do que é ser professor e o que deve ser a Educação. Talvez a ligação “histórica” explique isso. Ou algum bom senso.

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